Arquivo da categoria: Games

Salt and Sanctuary [Review sem spoilers]

Um eco de franquias como Castlevania, Dark Souls e Bloodborne, Salt and Sanctuary traz uma experiência 2D visceral, intensa e muito bem trabalhada. Entre muitas coisas que impressionam neste jogo, talvez uma das melhores seja o estúdio que o produziu. Ska Studios é um minúsculo grupo de criadores de jogos, composto somente pelo casal James e Michelle Silva. Estúdios indie como esse, compostos por pessoas dedicadas e com boas ideias, vêm cada vez mais ganhando seu merecido espaço na mídia e nos corações de muitos jogadores.

banner-s

Com claros elementos da série Souls presentes a todo instante e em muitos detalhes do jogo, desde as mecânicas de combate (como o clássico parry de Dark Souls) até mesmo a ambientação (com direito a deixar mensagens para outros jogadores em certos locais, outra mecânica clássica de Dark Souls); Salt and Sanctuary não deixa de ter alma própria, sabendo amarrar sua originalidade com todos os elementos que toma de Dark Souls para si.

O enredo do jogo é envolto em mistério e inicialmente diz o mínimo possível para o jogador, cabendo a ele explorar o mundo e, com uma boa dificuldade, juntar todas as peças necessárias para entender uma coisa ou outra a respeito do que o cerca.

SaltEm Salt and Sanctuary você é um marinheiro que teve seu navio, que levava a princesa de suas terras, atacado por piratas e uma criatura que poderia muito bem ser o próprio Cthulhu (mas, infelizmente, não é), e acaba acordando naufragado em uma ilha misteriosa, repleta de construções ciclópicas, pântanos, florestas densas, masmorras mal iluminadas cobertas de sangue e infestadas por zumbis, cavaleiros profanos e dragões.

Todo o jogo é desenhado à mão, de cenários a personagens, com tons predominantemente escuros, frios e terrosos, o que dá a ele uma atmosfera lúgubre e única. Os cenários são bem trabalhados, os inimigos são genuinamente aterrorizantes e sangue e tripas serão uma visão comum, tornada bem mais leve do que deveria ser, tanto por ser um jogo 2D, como pelo traço cartoonizado usado pelos desenvolvedores.

salt5

A trilha sonora é composta de órgãos e cantos gregorianos, peças orquestradas e sons minimalistas, que arrepiam todos os pelos do seu corpo, até épicos riffs de guitarra que poderiam pertencer a uma banda de heavy metal. Dito isso, você provavelmente ouvirá passos, grunhidos e gritos mais do que qualquer outra coisa.

SaltTudo é tão harmonizado que será comum sentir-se tenso ao longo da jogatina, ao ponto de até mesmo assustar-se em certos momentos. O jogo acaba pecando apenas nos traços do próprio personagem do jogador, tão simples que o privam de qualquer personalização razoável, tornando difícil até mesmo a distinção entre sexos.

A gameplay ao estilo RPG conta com uma quantidade absurda de skills, que podem ser combinadas e evoluídas ao longo da jogatina, dando centenas de possíveis estilos de combate para o seu personagem. Cada arma conta com um set de movimentos e combos próprios e o jogo contém mais de 600 itens em sua totalidade, dando ainda mais possibilidades ao jogador.

maxresdefaultNão se engane, porém, este é o tipo de jogo com uma gameplay quase masoquista, dada a sua dificuldade. Você vai querer jogar o controle na parede, amaldiçoar seus antepassados e xingar até o seu cachorro se achar que ele respirou na hora errada e te fez perder pela décima vez seguida para aquele boss. Uma das principais características de Dark Souls é a sua dificuldade, e Salt and Sanctuary não perde nem um pouco ao mimetizar esse quesito.

O jogo inteiro requer dedicação, memorização de movimentos, timing e paciência. Não é para os fracos, a morte é parte do seu aprendizado dentro do jogo, e ela será terrivelmente comum. A recompensa de jogos do gênero Soulslike porém, como aqueles que já jogaram sabem, reside na doce vitória ao superar suas complexas batalhas, enigmas e até mesmo em compreender seu enredo belo e misterioso.

A jornada pode ainda ficar muito mais fácil, divertida e menos assustadora, já que o jogo conta com uma opção de couch multiplayer (aquele multiplayer à moda antiga, onde se joga no mesmo local e com dois controles), algo revigorante, visto que esse estilo tem entrado em decadência desde a entrada dos multiplayers online no mercado.

Salt (2)

Salt and Sanctuary é um golpe ambicioso de um pequeno estúdio independente, mas provê o tipo de imersividade que, em uma era de mundos tridimensionais abertos, jogos com gráficos de ponta e multiplayers frenéticos, surpreende e fascina em um jogo 2D.


Nome: Salt and Sanctuary
Desenvolvedora: Ska Studios
Plataforma: Playstation 4, PSvita e PC
Gênero: Plataforma, RPG de Ação
Diretores: James e Michelle Silva
Compositor: idem
Modos de Jogo: Singleplayer e Multiplayer
Lançamento: 2016


Sinopse
Um marinheiro condenado naufraga em uma ilha desconhecida. Nos vales envoltos a um nevoeiro, encontram-se cadáveres cobertos de musgo agarrados a armas enferrujadas, onde vultos cambaleantes começam a se mexer. Abaixo ruínas, estruturas corroídas pelo sal e corredores labirínticos levam a mal inominável, há muito esquecido pelo homem.

Anúncios

Uncharted 4: A Thief’s End [Review sem Spoilers]

Desde que me entendo por gente eu tenho jogado, e desde os meus primeiros consoles a Naughty Dog sempre foi uma desenvolvedora de qualidade inigualável, fosse com o clássico Crash ou com a série Jak and Daxter. Detentora também do título The Last of Us, ela poderia facilmente ser considerada como o Midas das desenvolvedoras de jogos, tornando tudo que toca em ouro. A sua série Uncharted já é referência no mundo dos jogos desde o seu primeiro título, e não existe muito que dizer em relação a isso. Tendo o seu segundo título, Among Thieves, como um dos mais bem avaliados de todos os jogos de PlayStation3. O fim da saga de Nathan Drake, personagem principal de Uncharted, traz um aperto forte aos corações de todos os fãs da saga, mas consegue fechar com chave de ouro a sua épica aventura, dividida em quatro jogos principais para PlayStations 3 e 4, além de dois títulos lançados para o PSVita.
uncharted4_a_thiefs_end_001-728x409
Em Uncharted 4, entre sequências de ação que tiram o fôlego e cutscenes cativantes (tanto pelo roteiro do jogo quanto pelos gráficos avassaladores) é explorada por meio de flashbacks a infância de Drake, parte do herói que sempre foi envolta em mistério, mas que neste último título, é crucial para todo o enredo. A Thief’s End inova sem perder a alma da franquia, com um Drake maduro, porém tão charmoso e engraçado quanto nos primeiros jogos. Não é fácil falar da evolução do personagem sem spoilers, mas é certamente seguro dizer que ele é um ser muito mais complexo do que o Drake que era visto até então, enfrentando dilemas acerca de todo o propósito de sua vida como caçador de tesouros. Como se o próprio personagem ressoasse com os últimos suspiros de sua saga.

IMG_6537[1]A jogabilidade permanece muito semelhante ao que foi visto no terceiro jogo da saga, porém com uma lapidação que o consolida, não mais como um simples TPS, mas como, de fato, um jogo de aventura e ação, focado mais em puzzles, escaladas e outras mecânicas do que em trocas de tiros constantes, sendo, inclusive, o mais focado na furtividade em combate até então. Um pequeno, porém feliz, adendo é a possibilidade de usar um gancho de escalada para prosseguir em certos momentos.

IMG_6538[1]

Os cenários são de cair o queixo e os mapas tão grandes que seria possível confundi-los como sendo parte de um jogo com mundo aberto. Como de costume, são retratadas diversas partes do mundo, da América do Sul à Europa e até mesmo Madagascar, passando com perfeição a cultura local e sua beleza paradisíaca, por mais breve que seja o momento.

IMG_6539[1]A iluminação merece muitos pontos também, excedendo até mesmo os trabalhos realizados nos títulos anteriores, tendo importante foco a todo instante, desde cavernas iluminadas por luzes bruxuleantes de tochas, até mesmo à luz da lua em fases noturnas. A experiência visual é tão colossal que a própria Naughty Dog sentiu a necessidade de incluir um modo de fotografia em seu jogo, para que os jogadores pudessem soltar a imaginação na hora de tirar screenshots de sua obra prima. Assim, até mesmo aqueles que não têm o habito de registrar suas jogatinas, certamente sentirão a compulsão de fazê-lo nesse jogo.

Todos os movimentos dos personagens tem uma fluidez admirável, sempre parecendo naturais e realistas, graças tanto aos gráficos, quanto à engine utilizada. Tornando-o uma ótima e divertida experiência até mesmo para um jogador de primeira viagem.

IMG_6536[1]

Não existe erro em afirmar que Uncharted 4 é um dos mais bem feitos jogos lançados até o momento para o PlayStation 4, trazendo consigo todo o peso de sua franquia e não decepcionando fãs, nem novatos, em momento algum.


Nome: Uncharted 4: A Thief’s End
Desenvolvedora: Naughty Dog
Plataforma: Playstation 4
Gênero: Ação, Aventura, TPS
Diretores: Bruce Straley
Neil Druckmann
Compositor: Henry Jackman
Modos de Jogo: Singleplayer e Multiplayer
Lançamento: 2016


Sinopse
Três anos depois dos eventos ocorridos em Uncharted 3: Drake’s Deception, Nathan “Nate” Drake desistiu de ser um caçador de tesouros e tem uma vida normal com Elena Fisher. A sua rotina é interrompida quando Samuel “Sam” Drake, o seu irmão mais velho, que supostamente estaria morto, entra em sua vida. Sam diz-lhe que precisa da ajuda de Drake para encontrar um artefato muito antigo relacionado com o tesouro do pirata Henry Avery; a sua vida depende disso.

So Nerd – Especial Uncharted 4

Informe SoNerd #09

Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos (O título e tão grande que não vou dar um subtítulo)

Geralmente evito ler ou ouvir qualquer tipo de crítica de um filme antes de ver o próprio, faço isso na intenção de não contaminar minhas observações e pontos de vista a respeito, e assim, tentar ser o mais imparcial possível. Entretanto, com o  filme  Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos, ficou impossível. A comunidade que admira o jogo que deu origem ao filme  é uma verdadeira horda. E estão em todos os lugares que frequento. Logo, um pouco antes do filme fui bombardeado com várias opiniões sobre. Sendo que a grande maioria de forma negativa. Mas sabe que isto foi até bom, pois me faltava a perspectiva de um fã do jogo.

maxresdefault

Exatamente. Talvez eu seja um dos únicos seres humanos na Terra (ou de outra dimensão) que nunca jogou as aventuras destes personagens tão peculiares, logo, farei aqui uma crítica não apenas de um filme que vi, mas também tentarei mostrar, após um longo papo com quem curte o jogo e viu o filme, o porquê de minha opinião.

Primeiro vamos começar pelo título. Fazia um bom tempo em que não via um filme onde o título realmente tem a ver com o filme. Isso mesmo. Já pelo título você ganha uma boa de uma sinopse.

warcraft_2016_ver3

Mas, brincadeira a parte, vemos uma aventura que, aparentemente, dá origem a todas as sagas desenvolvidas nos jogos de computador. Uma origem plausível dentro de um universo fantástico e tão pitoresco e de seres tão exóticos quanto foi possível fazer. Nele, mesmo eu que nunca joguei, pude ver de onde veio está ferocidade entre os humanos e os Orcs e porque muitos oscilam entre ser um ou outro. Existem motivos claros para ambos os lados.

Os humanos possuem a beleza e ostentação típicas deste estilo de produção com seus castelos incríveis e armaduras brilhantes e de presença. Parecem seres de uma pureza e decência inabalada, enquanto que os Orcs são feios e trazem destruição e morte por onde passam. No entanto quando você se aprofunda mais, percebe que há muitos caroços nesse angu mágico que te leva a repensar várias e várias vezes sobre o conflito. Fatalmente você acaba escolhendo um lado, mas fica respeitando e até entendendo o motivo do outro. Por isso acredito no porquê do sucesso do jogo. Afinal você pode ser dos dois lados. Ponto para Philippe Souchard, que criou os jogos de personificação.

warcraft_teaser_posterO filme é praticamente todo em computação gráfica, que mesmo sendo de um primor, ainda deixa claro o sentimento de artificialidade. Mas nada que possa vir a prejudicar o filme, o que também não deixa você ir além desta percepção. A produção não teve a preocupação de escalar um time de atores ganhadores de Oscar ou tão famosos quanto. Preferiu ir por um caminho onde o personagem principal fosse a história. O que achei bem sacado. Afinal de contas todos os personagens do jogo são personificados por pessoas comuns. Anduin Lothar é o chefe da guarda e também cunhado do Rei. O ator Travis Fimmel o fez da forma mais precisa possível. Lembre-se que o personagem principal e a história, logo se por acaso achar a atuação meio canastrona, não é culpa do ator, mas sim da falta de profundidade do personagem que não poderia ter as características mais batidas possível. Forte, boa pinta , guerreiro, fiel, bonachão às vezes, e por ai vai. Sim, você não está errado se já viu alguém assim em outros filmes de aventuras fantásticas.  Quem possui um pouco mais de profundidade é o ORC Durotan interpretado de forma digital por Toby Kebbell. Não tem como você não comprar o personagem. Confesso que gostei mais dele do que do herói humano. Ele passa uma humanidade e decência dentro de seu conceito de moral e sociedade que não vemos nos humanos. Não sei se foi de propósito, ou não, mas que foi inteligente, isso foi.

warcraft-movie-poster-garona

Temos outros personagens que desfilam no filme, mas sinceramente não vou me ater a eles, pois a sensação de estar vendo uma partida de RPG de mesa é tão forte que você nem liga muito para os personagens, mas sim para onde a história caminha. E na minha opinião, ela caminha muito bem, pois trata-se de um filme para toda a família, mesmo tendo cenas fortes em alguns momentos. Vi na sala representantes de várias idades, e percebi na saída a satisfação de ter visto um bom filme. Isso mesmo. Um bom filme. É como defino Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos. Tem começo, meio e fim. Dentro da proposta de um filme de aventura fantástica não decepciona. Tem alguns furos no roteiro que são perdoáveis além de uma direção feita por Jones que não deixa ressalvas. O roteiro do próprio Jones, que se declara um grande admirador da franquia,  junto com os colaboradores Chris Metzen, Charles Leavitt é bem feito e imagino o peso que carregaram, por tratar-se de um dos mais queridos jogos em grupo já desenvolvido, além de existir a lenda do “Nunca teremos um bom filme de videogame” que cerca a todos em Hollywood .

Mas agora falando dos que foram querendo ter a sensação de estar vendo seu jogo favorito na telona. Ficaram decepcionados na grande maioria, pois queriam ver algo diferente, mais envolvente, talvez.

Bom. Acredito que não tiveram isso porque não estavam nesta aventura com seus personagens. A sensação que tiveram e acham ser desgosto pelo filme é aquela que sentem quando estão apenas como espectadores e não como participantes, pois falando com jogadores fervorosos, esteticamente o filme respeitou muito bem o jogo. O foco fica somente entre os humanos e ORCs por várias razões óbvias, mas os momentos onde mostram os outros seres deste mundo como os Elfos e anões fica claro o respeito pelo cânone.

maxresdefault1

Bom, não quero me adentrar mais nisso, já que não sou um jogador, mas como um cara que foi ver um filme não fiquei triste com a grana que gastei. Comi minha pipoca sem tirar os olhos da tela e fiquei feliz quando terminou e percebi o sorriso bobo no rosto de satisfação. Para aqueles que foram querendo ver algo como o Senhor dos Anéis fica aqui a minha dica. Compre o DVD e veja o próprio filme do Senhor dos Anéis. Ali é outra coisa que foi tirada, assim como muitas outras obras, de Tolkien, logo não procure originalidade em algo que não tem.

Minha nota para o filme . Um belo 8

*


Nome: Warcraft – O primeiro Encontro de Dois Mundos
Diretor: Duncan Jones
Adaptação da franquia de videogames

Gênero: Fantasia, Ação, Guerra
País: Estados Unidos
Ano: 2016
Duração: 123 minutos

***


Sinopse:
O reino pacífico de Azeroth está à beira de uma guerra enquanto sua civilização enfrenta uma raça temível de invasores: guerreiros Orcs fugindo de sua casa moribunda para colonizar um novo lugar. Enquanto um portal se abre para conectar os dois mundos, um exército enfrenta destruição e o outro enfrenta a extinção. De lados opostos, dois heróis são colocados em um caminho de colisão que irá decidir o destino de suas famílias, seu povo e seu lar. Então, uma saga espetacular de poder e sacrifício começa, onde a guerra tem muitas faces, e todos lutam por algo.

Jam Nerd Festival 2016 – 1º Dia -09/04.

Jam Nerd Festival, evento organizado pelo Sebinho, e com uma renca de patrocinadores e  apoiadores, unidos numa promessa de fazer o maior evento Nerd do Centro-oeste. Após o primeiro dia de evento não achamos prematuro dizer que essa promessa foi bem cumprida.

6492a

Com ares de congresso Nerd, o evento contou com espaço físico, sem exagero, quase 10 vezes o da edição de 2014, permitindo múltiplas atividades sem interferências entre elas além de claro destaque a temas como empreendedorismo, em palestras, e desenvolvimento pessoal e exposição de inovação em Games. Contudo o entretenimento e o consumo não foram deixados de lado, Games de vários consoles estiveram disponíveis para o público jogar, além de vasto espaço para jogos de cartas e tabuleiros com campeonatos inclusive.

jam-2016

O foco do Jam, que sempre foi Games, dessa vez foi levado ao máximo, com direito a grandes competições de várias modalidades e participações de figuras internacionais em vários jogos. Além da Clássica competição de desenvolvimento de Games. Também não é para menos, Jogos eletrônicos é o ramo “nerd” que mais movimenta valores no mundo, e a organização do Jam não poderia valorizar mais esse mercado crescente.

Mas Esse evento ainda não acabou. Domingo dia 10 tem mais!
#VaiSerHistórico

Confira conosco um pouco do que rolou no primeiro dia de Jam Nerd Festival:

Este slideshow necessita de JavaScript.