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Crítica-Como Eu Era Antes de Você

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Não é somente de aventuras e ficção cientifica que vive o nerd. Bom, pelo menos é assim que vou começar a fazer a análise do filme Como eu era antes de você. Um romance inspirado no livro homônimo de Jojo Moyes que também assina participação no roteiro.

Fui ver o filme como uma das partes de um bom dia dos namorados com minha namorada. Como ela não compartilha totalmente de minhas escolhas cinematográficas, ver um filme romântico vem sempre brindar noites como estas. Entretanto, no meu caso, não posso desviar da verdade: Eu sou um admirador de uma boa história. Seja ela ocorrida em outras dimensões, ou apenas entre dois corações apaixonados.

Conheci o trabalho de Jojo Moyes no livro A última carta de amor. Apesar de ser mais uma narrativa a la Nicholas Parks, Moyes consegue colocar aquele algo a mais que foge da facilidade de imaginar o final. Traduzindo, ela consegue enganar o leitor traçando retas falsas e surpreendendo no fim. Acredito que seja este o motivo de seu sucesso. Por conta disso, e também da facilidade em conseguir livros deste tipo no mercado, conheci a versão limaxresdefault (1) - Copiaterária que deu origem ao filme.

As semelhanças entre as duas mídias vai agradar quem conhece o livro e encantar; e até mesmo instigar outros que só viram o filme, a conhecer a obra de papel.

Trata-se de uma história de amor? Sim.

Temos um drama que amarra esta relação? Sim.

Então é mais do mesmo? Não.

Como eu era antes de Você apresenta personagens que de mágicos e encantadores não tem tanto. Vemos dramas e situações corriqueiras do universo inglês (a história se passa na Inglaterra) e que poderiam ter ocorrido com qualquer um.  E é isso que faz com que você se encante com as personagens, pois o laço entre elas e o cidadão comum se estreitam de tal maneira que no final fica parecendo algo que um parente ou amigo te contou. São personagens que não são como lagartas, que no decorrer do filme se tornam borboletas. Não. Você, nos primeiros minutos, já tem seus caráteres traçados e bem definidos. Se tornam íntimos por assim dizer. O que no meu ponto de vista é algo até inovador, já que geralmente neste tipo de narrativa você se perde em algum momento com um ou outro personagem e, em muitas vezes acaba se decepcionando com o filme por conta disso. Um bom exemplo disso são as comédias românticas de Sandra Bullock.download - Copia

Aqui você verá situações que poderiam ser do dia a dia de pessoas comuns, mas que são colocadas num ponto de vista que beira a poesia. Emilia Clarke, conhecida por seus trabalhos em Game of Thrones e Exterminador do Futuro – Gênesis está brilhante dando corpo a Lo Clark. A personagem é tão visceral que não tem como não se apaixonar por ela de cara. “Sua cara metade”, por assim dizer, é Will Traynor que é interpretado por Sam – tira suspiros apaixonados das mulheres no cinema – Clafin que consegue ser quase brilhante sem ter que utilizar o corpo para isso.

A história gira em torno do drama de Will que se torna tetraplégico após um acidente. Ele, que era um homem produtivo na sociedade e também um caçador de aventura, se vê de certa forma preso e amargurado dentro de um corpo agora incapaz. Lo, que após perder o emprego e tendo um coração enorme, encontra na oportunidade de ser um cuidadora a chance de ajudar a irmã a voltar a estudar em uma faculdade.

Bom, você já deve estar pensando que isso gera uma síndrome de Florence Nightingale e tudo vem disso. Negativo. O que acontece por conta disso é que faz o filme fluir de forma delicada mas sem perder o foco que considero positivo. Nada é tão obvio e nada pode ser deduzido de cara.emiliasam

A direção de Thea Sharrock não traz nada de tão especial que faça ganhar um destaque. É uma direção competente mas com tempero já conhecido de outros filmes deste estilo. O diferencial aqui vem de dois pontos bem marcantes. A atuação e química entre os protagonistas e o roteiro bem amarrado de Jojo , Scott Neustadter e  Michael H. Weber.

 

Para aqueles que podem estranhar uma crítica minha de um filme romântico vou dar um toque de Nerd aqui. A atriz Jenna Coleman, conhecida por ser a companheira mais querida do Doutor em Doctor Who faz de forma delicada e sem muitas pretensões a irmã de Jo.

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Digo sem pretensões, pois a personagem dela, assim como no livro, é apenas para dar a Jo aqueles lampejos de ordem e direcionamento em certas direções e atitudes. O que considero que ela fez com mais competência sendo a maravilhosa Clara em Doctor Who.

 

Minha nota para o filme é um bom 8, pois vi sem medo de ser feliz e confesso que lágrimas brotaram em meus olhos em alguns momentos. Aos que estão perguntando; a mesma nota eu dou ao livro que vale a pena ser lido.

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Título Me Before You (Original)
Ano produção 2016
Dirigido por Thea Sharrock
Estreia
16 de Junho de 2016 ( Brasil )

Duração 110 minutos
Classificação  Livre
Gênero
Países de Origem

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Sinopse

Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.

 

SoNerd- Entrevistamos dois grandes desenhistas.

Filme da Semana: Heróis de Ressaca [Rumo ao Fim do Mundo]

Todos temos aquele amigo moleque, que parece nunca crescer, continua com as mesma piadas, com a mesma vidinha, lembra de coisas que só ele se lembra, dos “velhos tempos” em que ele costumava beber e te colocar em enrascada, às 2h da matina… (Não estou falando de ninguém específico [ouviu Zé!!]). O seu amigo especial pode ser mais chato ou mais legal que o meu, mas com certeza uma coisa que esse nossos amigos tem em comum é a previsibilidade, sabemos que o que eles inventam… vai dar ruim! Pois ruim é pouco para o que Gary King apronta com seus amigos quarentões em “Heróis de Ressaca”.

The World's End trailer

Escrito por E. Wright e Simon Pegg, Heróis de Ressaca (Edgar Wright – 2013) se trata de uma paródia de “filme adolescente” ambientado num cenário, altamente clichê, de Ficção Científica, o que é ótimo, já que se trata de um filme de comédia. Diferentemente dos dois primeiros filmes, onde somente Simon Pegg e Nick Frost brilhavam sozinhos, esse filme traz uma participação mais efetiva de Martin Freeman (Sherlock e O Hobbit), além de uma mudança completa de perfil dos personagens principais, até então os personagens de Frost eram vagabundos e bobões, e os de Pegg eram mais esforçados e responsáveis (Shaun nem tanto), agora vemos o contraste do oposto, o personagem de frost é um bem sucedido homem de negócios, que não bebe e o de Pegg é um mala que não saiu da adolescência. Confira mais detalhes abaixo:

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Enredo:

Tudo começa com um desafio nunca cumprido por um grupo de amigos em uma cidade no interior da Inglaterra, beber em todos os pubs da cidade em uma só noite, eles não conseguiram chegar ao último bar: “The World’s End” (Fim do Mundo). 20 anos depois, ninguém mais morava em sua cidade natal e a maioria do bando de Gary King (Simon Pegg) nem lembra mais do desafio fracassado, e com certeza não pretendem repetir a ressaca, Andy (Nick Frost) inclusive parou de beber. Contudo, por um milagre, e pilantragem, King consegue convencer seus amigos, Andy, Oliver (Martin Freeman), Steven (Paddy Considine) e Peter (Eddie Marsan) a toparem novamente o desafio, e juntos vão rumo ao “Fim do Mundo”.

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Tudo estava muito bem, uma bebida lá… outra noutro bar, lembranças, memórias… até que coisas estranhas acontecem. Parece que nada na cidade mudou, parece que as pessoas nem envelheceram… É uma invasão alienígena que troca gente por androides altamente realistas. Os amigos então decidem continuar o trajeto dos pubs, para não dar bandeira para os androides, e aí as confusões só aumentam… até que só sobra um Cornetto verde no fim do mundo.

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***

Apesar desse filme ter a história mais simples de toda a trilogia e não trazer grandes novidades quanto a direção e ao estilo de piada, ele deixa de forma mais explicita o assunto que permeia toda a trilogia: a realidade pós-moderna de “imaturidade na maturidade”, a idealização da juventude e a alienação, bem como a depressão e as críticas sociais, fazendo desse humor, de “mal gosto”, uma obra um tanto inteligente e um pouco reflexiva. [Além de bastante divertida]

 


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Este filme integra a chamada “Trilogia de Sangue e Sorvete” ou “Os três sabores de Cornetto”, se você não conhece a trilogia completa, confira nossa indicação para os outros filmes da série:

  1. Shaun of the Dead (Todo mundo Quase Morto)
  2. Hot Fuzz (Chumbo Grosso)
  3. The World’s End (Heróis de Ressaca)