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Uncharted 4: A Thief’s End [Review sem Spoilers]

Desde que me entendo por gente eu tenho jogado, e desde os meus primeiros consoles a Naughty Dog sempre foi uma desenvolvedora de qualidade inigualável, fosse com o clássico Crash ou com a série Jak and Daxter. Detentora também do título The Last of Us, ela poderia facilmente ser considerada como o Midas das desenvolvedoras de jogos, tornando tudo que toca em ouro. A sua série Uncharted já é referência no mundo dos jogos desde o seu primeiro título, e não existe muito que dizer em relação a isso. Tendo o seu segundo título, Among Thieves, como um dos mais bem avaliados de todos os jogos de PlayStation3. O fim da saga de Nathan Drake, personagem principal de Uncharted, traz um aperto forte aos corações de todos os fãs da saga, mas consegue fechar com chave de ouro a sua épica aventura, dividida em quatro jogos principais para PlayStations 3 e 4, além de dois títulos lançados para o PSVita.
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Em Uncharted 4, entre sequências de ação que tiram o fôlego e cutscenes cativantes (tanto pelo roteiro do jogo quanto pelos gráficos avassaladores) é explorada por meio de flashbacks a infância de Drake, parte do herói que sempre foi envolta em mistério, mas que neste último título, é crucial para todo o enredo. A Thief’s End inova sem perder a alma da franquia, com um Drake maduro, porém tão charmoso e engraçado quanto nos primeiros jogos. Não é fácil falar da evolução do personagem sem spoilers, mas é certamente seguro dizer que ele é um ser muito mais complexo do que o Drake que era visto até então, enfrentando dilemas acerca de todo o propósito de sua vida como caçador de tesouros. Como se o próprio personagem ressoasse com os últimos suspiros de sua saga.

IMG_6537[1]A jogabilidade permanece muito semelhante ao que foi visto no terceiro jogo da saga, porém com uma lapidação que o consolida, não mais como um simples TPS, mas como, de fato, um jogo de aventura e ação, focado mais em puzzles, escaladas e outras mecânicas do que em trocas de tiros constantes, sendo, inclusive, o mais focado na furtividade em combate até então. Um pequeno, porém feliz, adendo é a possibilidade de usar um gancho de escalada para prosseguir em certos momentos.

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Os cenários são de cair o queixo e os mapas tão grandes que seria possível confundi-los como sendo parte de um jogo com mundo aberto. Como de costume, são retratadas diversas partes do mundo, da América do Sul à Europa e até mesmo Madagascar, passando com perfeição a cultura local e sua beleza paradisíaca, por mais breve que seja o momento.

IMG_6539[1]A iluminação merece muitos pontos também, excedendo até mesmo os trabalhos realizados nos títulos anteriores, tendo importante foco a todo instante, desde cavernas iluminadas por luzes bruxuleantes de tochas, até mesmo à luz da lua em fases noturnas. A experiência visual é tão colossal que a própria Naughty Dog sentiu a necessidade de incluir um modo de fotografia em seu jogo, para que os jogadores pudessem soltar a imaginação na hora de tirar screenshots de sua obra prima. Assim, até mesmo aqueles que não têm o habito de registrar suas jogatinas, certamente sentirão a compulsão de fazê-lo nesse jogo.

Todos os movimentos dos personagens tem uma fluidez admirável, sempre parecendo naturais e realistas, graças tanto aos gráficos, quanto à engine utilizada. Tornando-o uma ótima e divertida experiência até mesmo para um jogador de primeira viagem.

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Não existe erro em afirmar que Uncharted 4 é um dos mais bem feitos jogos lançados até o momento para o PlayStation 4, trazendo consigo todo o peso de sua franquia e não decepcionando fãs, nem novatos, em momento algum.


Nome: Uncharted 4: A Thief’s End
Desenvolvedora: Naughty Dog
Plataforma: Playstation 4
Gênero: Ação, Aventura, TPS
Diretores: Bruce Straley
Neil Druckmann
Compositor: Henry Jackman
Modos de Jogo: Singleplayer e Multiplayer
Lançamento: 2016


Sinopse
Três anos depois dos eventos ocorridos em Uncharted 3: Drake’s Deception, Nathan “Nate” Drake desistiu de ser um caçador de tesouros e tem uma vida normal com Elena Fisher. A sua rotina é interrompida quando Samuel “Sam” Drake, o seu irmão mais velho, que supostamente estaria morto, entra em sua vida. Sam diz-lhe que precisa da ajuda de Drake para encontrar um artefato muito antigo relacionado com o tesouro do pirata Henry Avery; a sua vida depende disso.

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