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Piloto de Preacher – Minhas impressões

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Sempre fui um admirador dos roteiristas de quadrinhos ingleses, em especial um barbudo chamado Alan Moore, porém um rapaz do interior da Irlanda me deixou encucado com sua habilidade de ser violento e ao mesmo tempo poético em suas obras. Muitos o chamaram de louco quando apresentou seus primeiros textos para o selo Vertigo. Em especial uma edição de John Constantine que falava sobre a relação do Reino Unido com a Irlanda. Trabalhar política de forma tão direta na DC não era muito comum no final dos anos 90. Fui atrás de mais coisa deste cara e vi o que ele fez em “Judge Dredd” em um personagem chamado Hitman. Foi o suficiente para coloca-lo na lista de meus escritores de quadrinhos favoritos (detalhe… todos do velho mundo).
Seu nome: Garth Ennis.

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É claro que eu não fui o único a gostar do trabalho deste cara, que após uma formidável temporada escrevendo as melhores historias para John Constantine, HellBlaizer, migrou para uma produção própria ao lado do desenhista, e amigo de longa data, Steve Dillon. A primeira edição de Preacher (Pregador) saía em 1995.

E, claro, me apaixonei na hora. Como demorou um bom tempo para sair em terra brasilis tive que apelar para meus amigos gringos que me mandaram as 15 primeiras edições.

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ATENÇÃO! Contém revelações de premissa de enredo.

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Preacher conta a história de Jesse Custer, um ex-pastor Preacher-TV-Show-Premiere-2016-AMCque foi possuído por uma entidade sobrenatural que lhe confere o poder de fazer com que qualquer pessoa o obedeça. (Ou seja… o poder do VERBO) Essa entidade (chamada Gênesis) é fugitiva do Paraíso e os anjos a procuram para prendê-la novamente. Quando descobrem que ela e Jesse Custer se tornaram um só, o objetivo passa a ser matá-lo. Para isso ressuscitam um matador do século XIX, o Santo dos Assassinos e o enviam em seu encalço.

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O destino faz com que Jesse venha a encontrar sua ex-namorada, Tulipa, e junto dela o personagem mais excêntrico da revista, o vampiro irlandês Cassidy. Ambos passam a acompanhá-lo em sua fuga tanto da polícia quanto do santo.

No fim do primeiro arco de histórias, Custer confronta um dos anjos e extrai dele as informações que lhe faltava para compreender toda a situação, como a origem de Gênesis (o filho mestiço de um anjo e um demônio). Ao perguntar porque o próprio Deus não conserta a situação, o anjo conta que Deus teria desistido da humanidade e abandonado o Céu.

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A partir desse momento, Custer decide o que fazer de sua vida. Ele toma a insólita decisão de procurar por Deus em pessoa e lhe cobrar explicações. Na busca pelo seu objetivo encontra os mais diversos obstáculos: assassinos seriais, a polícia, o próprio santo e organizações secretas como o Graal.

A ideia seria completamente louca, se não fosse a genialidade de Ennis em transformar este thriller de faroeste  em algo surpreendente .

A serie durou de 1995 até 2000 com 66 edições e alguns spin offs .

Preacher

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A partir daqui: Crítica sobre o Piloto da Série.

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Evidentemente foi pensado na ideia de um filme, mas tanto os produtores quanto os criadores acharam uma ideia idiota, ainda mais depois do fracasso do filme de Jonh Costantine na pele de Keanu Reeves de 2005. Afinal trata-se de um personagem com uma bagagem enorme e que nunca poderia ser contada em 2 horas de filme.

No entanto em 2013 foi anunciado que Preacher iria para a telinha pela AMC, que já vinha fazendo um bom trabalho com Walking Dead. O problema foi quem estava por trás do projeto. O ator de comédia Seth Rogen.

Seth Rogen

Confesso que fiquei com os dois pés atrás a respeito do que poderia ser feito. Porem um dos pés foi para frente quando foram apresentadas as primeiras imagens dos atores em seus personagens e apesar de mudanças como por exemplo a etnia da personagem Tulipa de uma loira para uma negra∕ latina. O que me deixou realmente feliz foram as primeiras cenas. O visual gráfico e filtros utilizados dando um ar sépia a tudo foi o creme sobre o bolo. Faltava agora ver o piloto. Eu daria esta oportunidade a Seth Rogen, principalmente quando descobri que ele era um fã absurdo da serie em quadrinhos e que sentou várias vezes para tratar do projeto com o próprio criador que aparentemente deu carta branca ao ver os primeiros rascunhos.

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Tive este prazer ontem a noite. A direção foi do próprio Rogen e vou direto ao assunto: Mudaram muitas coisas em relação a primeira edição, como a chegada da entidade Genesis e sobre a família de Jesse, em especial a respeito de seu pai. No entanto foram para a melhor, pois são mídias diferentes e respeitar ao pé da letra o que foi colocado nos quadrinhos poderia ser um tiro no pé. Mas de resto, não tenho nada a dizer. Os atores principais Dominic Cooper, Ruth Negga  e Joe Gilgun realmente encarnaram os respectivos personagens Jesse, Tulipa e Cassidy. Está tudo lá. A forma como os personagens se relacionam, a forma debochada como é tratado assuntos sérios e de tabu, além claro da boa e velha violência muitas vezes exagerada que os quadrinhos mostrava muito bem.

Minha nota não pode ser menos que 10 e indico para todos que curtem os quadrinhos do selo Vertigo ou series e filmes de um terror mais refinado não perderem a oportunidade de conhecer a série.  No entanto aviso aos que tem dogmas religiosos muito firmes, ou não conseguem ter uma mente aberta para este tipo de proposta, evitarem terminantemente assistir. Preacher foi criado para levar você a pensar sobre muitos assuntos, mas Garth Ennis nunca negou que a serie  também foi feita para arrepiar seus cabelos.

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X-men: Apocalypse presta, provando que um x-men 3 pode dar certo.

Confesso que fui sem muitas expectativas ver a terceira aventura da nova (velha) equipe dos mutantes mais queridos pelo público. As imagens publicitárias do vilão do momento, Apocalypse, interpretado por Oscar Isaac, não me agradaram muito, afinal eu sou um dos muitos que conheceram o dito personagem nos quadrinhos e posso dizer que a versão cinematográfica ficou anos-luz do ideal. Pareceu, em dados momentos, até um dos vilões dos Power Rangers, quanto ao figurino. Entretanto, após ver o filme, percebi que isto não foi tão relevante, tornando-se o menor dos problemas.

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O que não posso negar foi a curiosa sensação que senti como se estivesse assistindo a um episódio do desenho animado X-men Evolution (Aquele mesmo, que passava repetidamente na hora do almoço no SBT). Agora o foco maior está nos personagens adolescentes do grupo. Começando pela apresentação do Ciclope, desta vez interpretado pelo menos sem graça Tye Sheridan, Jean Grey está na pele de Sophie Turner, conhecida por Sansa Stark  em Game of Thrones (na minha opinião não fez bem a mutante ruiva), Noturno que ganhou um visual mais jovem e cômico (muito X-men Evolution) com a interpretação de Kodi Smit-McPhee, que não ficou feio como suspiro cômico e, finalmente, uma dose um pouco maior de Mercúrio, o qual já tinha se destacado bastante nos poucos minutos que teve no segundo filme. Com certeza os produtores pediram um pouco mais dele neste terceiro. Não faço ressalvas sobre sua participação pois o jovem ator Evan Peters o fez muito bem, a ponto, inclusive, de merecer um filme só para seu personagem.  Não vou deixar de dizer que foi um ponto para Fox, tomando em consideração seu “duplo” em “Vingadores 2”, da Marvel, que teve um final digno de sua participação.

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É claro que não seria um filme da Equipe Mutante sem personagens xmen07abril-05carimbados. Com isso vemos a Tempestade (Alexandra Shipp), que não teve ainda seu momento, mas também não decepciona, o Anjo (Ben Hardy), que em relação à sua versão de 2006, ficou bem melhor, e a Psylocke, interpretada por Olivia Munn, que devo confessar ficou praticamente idêntica aos quadrinhos, e a atual heroína número um dos mutantes, Mística, que está mais para Katniss Everdeen (personagem também interpretada por Jennifer Lawrence em Jogos Vorazes) do que para a Mística vista nos  filmes anteriores. Aqui ela inspira e lidera, levando você a entender que o papo de “não quero fazer parte dos X-men” era só da boca para fora e que o Professor sempre tem razão. Não que isso tenha sido ruim, mas quebrou um pouco de uma personagem que se mostrava mais profunda, mas que pareceu ter sido “amaciada” nos dez anos que se passaram entre os fatos do segundo filme para este. Acredito que esse lapso de tempo tenha sido utilizado para evitar longas páginas de explicação e poder levar os personagens mais próximos aos quadrinhos.

xmen07abril-04Penso que foi com a intenção de aproximar os filmes dos quadrinhos que o diretor Bryan Singer, se meteu no roteiro de Simon Kinberg, Michael Douherty e Dan Harris colocando esse jogo temporal, no entanto, não vou dar uma nota dez para esta tentativa, já que vi as falhas quanto a isso no enredo, que mostra vários furos, mas também não vi nenhuma agressão ao cânone de papel que venha a fazer os Fan Boys rasgarem suas camisas e ficarem verdes de raiva. (Pensando bem… talvez um). Eles vão receber alguns momentos memoráveis, que evidentemente não vou poder falar aqui, mas posso dizer de antemão que os poucos minutos de Wolverine (Hugh Jackman) serão muito agradáveis.

O filme tem altos e baixos dramáticos que brincam com as emoções de quem for ver. Hora sendo bem forte, hora sendo cômico e bonachão, mas nada que venha a ferir sua percepção da proposta do filme. Um exemplo claro disso é o da carga que o personagem Magneto, sempre bem interpretado por Michael Fassbender, carrega no início do filme. É dado para ele uma razão para colocar seu elmo novamente, que fica difícil você acreditar que ele vai querer mudar de opinião durante o filme. (Eu não mudaria)

Entretanto, diferente da Warner em relação aos filmes da D.C., a fórmula Marvel de fazerc98778a0-cea1-0133-a28d-0e55e2be01e5 filmes não foi totalmente desconsiderada aqui pela Fox, que tentou ir por este caminho em alguns momentos no filme, porém sem que ficasse muito na cara esta proposta. (Um erro? Talvez.)

Outra coisa capilarmente importante (tive que fazer este trocadilho):

Aqui finalmente vocês poderão ver a versão cinematográfica da careca do professor Xavier e o do embranquecimento das madeixas de Tempestade, que, por sinal, não desagrada e tem uma lógica bem bacana. Ponto para os roteiristas. Mas tirando isso, e o visual sempre pontual de James McAvoy interpretando o Professor X, percebi que a carga dramática do personagem tem um revés tão acentuado em relação aos dois anteriores que fica impossível você não notar que este professor, que está em tese dez anos mais velho e experiente, mostra uma certa  imaturidade emocional, o que acaba sendo, no mínimo, desnecessário.

40a5e3fe25b0e00d5ba9465bc0c4e62fVoltando ao vilão vemos um Apocalypse firme, com um propósito típico de grandes vilões, mas que não se justifica deixando-o um pouco pobre quanto ao que queremos de alguém que ganhou destaque nos quadrinhos ao ponto de ser considerado uma das melhores sagas dos mutantes já escrita – A famosa Era de Apocalipse. Poderiam ter brincado com outros grandes personagens e deixado este para o futuro para fazer algo melhor. Porém, para quem não conhece a saga de papel, e muito menos o personagem, não terá problema nenhum de comprar a proposta e até mesmo gostar deste vilão. Como eu disse: seu visual foi o menor dos problemas.

O ponto negativo (na minha opinião) foi a sensação que tive em estar vendo um episódio de Cavaleiro dos Zodíaco em algumas ocasiões. Com momentos repetidos de “Vai que você consegue!” ou  “ Mostre seu poder!”  ou ainda “ O poder está em você !”  E outras frases prontas neste sentido, além de muitas, mas muitas, lágrimas aqui e ali. Esta proposta foi arriscada, pois sei que toca muitos admiradores deste tipo de trama e em especial as crianças, na sala em que vi o filme, gostaram bastante. Mas para os caras velhos como eu… Ficou meio chato. Traduzindo …. Se você curte umas cenas de impacto somada a músicas heroicas, jogo de câmera nervosa, closes pontuais e frases prontas, X-men Apocalypse é o seu filme.

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Mas apesar de tudo você deve estar se perguntando: Vale a pena ver o filme? Sim, com certeza. Ainda mais se você curte um filme que seja direto e bem heroico, com cenas grandiosas, destas para encher os olhos. X-men Apocalypse é inferior aos seus dois predecessores, porém, ainda consegue ser melhor que Xmen 3 (que em certo momento foi malhado no filme. Preste atenção nessa trollagem feita pela Jean na saída de um cinema).

Ainda não é o filme dos mutantes que eu gostaria de ver, mas não cansa sua paciência curtir as mais de duas horas de filme. Logo vale o ingresso tranquilamente.

Dou uma nota 8.0.

Antes de terminar, não deixem de ver os pós créditos que foi realmente para os fãs, e que, se a pasta desses queridos heróis cair nas mãos de roteiristas competentes vai dar o que falar.

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Nome: X-men: Apocalypse
Diretor: Bryan Singer
3º Filme da nova geração de X-men no cinema

Gênero: Aventura, Ação
País: Estados Unidos
Ano: 2016
Duração: 144 minutos

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Sinopse:
Desde o início da civilização, ele era adorado como um deus. Apocalipse, o primeiro e mais poderoso mutante do universo X-Men da Marvel, acumulou os poderes de muitos outros mutantes, tornando-se imortal e invencível. Ao acordar depois de milhares de anos, ele está desiludido com o mundo em que se encontra e recruta uma equipe de mutantes poderosos, incluindo um Magneto desanimado (Michael Fassbender), para purificar a humanidade e criar uma nova ordem mundial, sobre a qual ele reinará. Como o destino da Terra está na balança, Raven (Jennifer Lawrence), com a ajuda do Professor Xavier (James McAvoy), deve levar uma equipe de jovens X-Men para parar o seu maior inimigo e salvar a humanidade da destruição completa.

As Melhores e as Piores adaptações de quadrinhos para o cinema.

Batman v Superman – Tudo o que cai fica no chão. (Segunda Opinião)

Batman v Superman (BvS), novo Filme da DC no Cinema, Dirigido por Zack Snyder (Watchmen), tem dividido opiniões, mesmo entre os Nerdossauros houve divergência. Esse artigo, portanto, se trata de uma segunda opinião… (Sem revelações e enredo)

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Mas Primeiro vamos esclarecer uma coisa sobre Batman V Superman: “Tudo o que cai fica no chão”. Essa é a frase de abertura do filme, narrada por Bruce Wayne, e, de certa forma, a tese geral do filme. Preste bastante atenção: É uma contraposição ao celebre ensinamento de Thomas Wayne enunciado durante a trilogia Nolan: “Para que caímos?” “Para aprendermos a nos levantar”. Essa contraposição é forte! Demonstra intensamente a desilusão de uma criança que perdeu os pais, e junto com eles, o sentido do mundo e, inclusive, dos conselhos de seu pai, que caído, não se levantou. O filme não tem nem 1 minuto e já tem uma densidade fenomenal.

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Mas como assim essa frase é uma tese? Bem, trata-se de uma “lei”, que rege o comportamento e a história de todos os personagens, desde a queda de Bruce Wayne num buraco cheio de morcegos, até a queda de kal-el num campo do Kansas… e de outros personagens também. Aí um pouco de poesia visual entra em ação, a câmera foca coisas caindo o tempo todo, e para te ajudar a perceber que foi de propósito, Snyder deixa em câmera Lenta. E como tudo o que cai permanece caído… a luta é para não cair… e essa é a tônica do Filme, dois super-heróis que estão na beirada do abismo, prestes a cair…

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O ambiente de trevas é evidente, tons escuros são a regra. A claridade sempre aparece distorcida, ofuscante, combinando com o desespero dos personagens, que em oposição clara, se veem com pouco apoio, por um lado Superman é massacrado pela política, e Batman pela sensação de impotência perante um sujeito endeusado por muitos, e como um bom paranoico, Batman não consegue confiar nele. Mas vamos falar um pouco de como estão os personagens no filme:

  • Batman: É mostrado da forma mais quadrinística até hoje, até sua roupa nos remete mais aos quadrinhos, com tom acinzentado, mais sombrio, poucos sorrisos, muita maxresdefaultdissimulação, uso de dispositivos plausíveis, investigações decentes, interrogatórios violentos, como nos quadrinhos pós “Cavaleiro das Trevas”: Um Homem Transtornado, além de um bat-móvel diferente, mas que combinou com tudo. Atuação brilhante do Affleck, que mostrou que não sabe apenas demolir os filmes de heróis, demonstrou-se um ótimo Batman mais velho, com delírios e sonhos que nos tiram da realidade e nos coloca na cabeça do personagem, essas cenas inclusive se constituem das mais interessantes e ganchos muito importantes.
  • Superman: Está mais sombrio, de fato, mas principalmente mais profundo, com dramas existenciais severos, de identidade e em sofrimento, principalmente por ser anacrônico… como assim? Snyder conseguiu colocar na tela de cinema o drama do azulão tentar ser o mesmo de 1938, 80 anos depois (Isso rendeu até uma piada). Esse drama é resolvido pelo personagem com sua atualização. Agora a coisa fica um pouco complicada… O personagem é o mesmo, o mundo que mudou, e ele teve que se reformular. Se na década de 30/40 ele defendia a liberdade, a justiça e o estilo de vida americano, e era o deus do “Destino Manifesto” dos EUA, hoje não é diferente. Nesse filme ele persegue batman-v-superman-easter-egg-2terroristas, invade países periféricos e se mete em guerras como se fosse o quintal dele, ao menos é o que parece… (Mas isso só é novo no cinema, nas HQ isso acontece desde 1986). A atuação de Henry Cavill “cai” como uma luva nesse “novo” super-homem.
  • Mulher Maravilha: Com um tom mais misterioso ela aparece flutuando, não literalmente, coberta por uma aura de poder visível há 42Km de distância. Ela banca bem a espiã, que caiu no mundo dos homens e agora não consegue se desvencilhar dele. batman-v-superman-trailer-2-070-1280x533Foi mantido o visual clássico adaptada às cores mais escuras do filme, e não fica para trás nos dramas e conflitos, que apesar de não explorados em sua plenitude estão ali. Gal Gadot, para combinar com a personagem, está maravilhosa, mostrando toda a força e o prazer que uma guerreira amazona sentiria em batalha. Além de ser o gancho em personagem para o filme da liga da justiça.
  • Lex Luthor: Simplesmente brilhante, totalmente diferente do que tem sido fora dos quadrinhos, nos remete a era de prata dos quadrinhos, um Lex Luthor com planos batman-vs-superman-ewsecretos de um cientista maluco, doido por tecnologia alienígena e como corrompê-la da forma mais inescrupulosa que pode. Sai o Luthor empresário comedido e dissimulado e entra um cientista, também empresário, maníaco e psicótico, sedento por poder, não dinheiro, mas poder. Não nego que Jesse Einsenberg deu uma exagerada… Fala tão malucamente e ri tanto que parece o coringa, fala tanto em enigmas que parece o charada. Apesar disso descaracterizar um tanto o could-lex-luthor-s-hair-in-batman-v-superman-just-be-a-wig-739132personagem, é um ótimo vilão… ainda dissimulado, versado no jogo político, cruel e ALTAMENTE manipulador, medonho e um ótimo páreo aos nossos heróis. Vale lembrar que ele é um personagem jovem e ainda em construção, acredito que ele vai se modificar muito ainda.
  • Alfred: Sarcástico e lamentador como sempre. Incrível atuação de Irons. Um pouco diferente do Mordomo-pai. Menos introspectivo, mais side-kick, mas longe de descaracterizá-lo, pois se mantém como a consciência do patrão e tenta sempre convencê-lo a ter uma vida normal.
  • Lois Lane: Participa do filme, bem em segundo plano, mas ativamente, oqvbcz36r7fyyalegpvaprincipalmente em nível emocional. Demonstra inteligência e sagacidade e principalmente amor ao alienígena de Krypton. Relação essa que é quase o cerne da psicologia do Azulão e tem importância decisiva nesse filme e vai dar pano pra manga ainda.
  • Apocalipse: Origem criativa e inovadora, totalmente adaptada para o enredo do filme.

Sobre o caos e a destruição presentes no filme: nem se compara a vista em Homem de Aço, inclusive o exagero dessa destruição é motivo debatman-v-superman-movie-doomsday-trailer várias situações nesse filme, que teve a preocupação de mostrar um plano de vilania inteligente, mais limpo e preciso, menos catastrófico, razoavelmente sutil e com poucos danos colaterais… ou quase, mas todas muito bem indicadas e explicadas, sem sobras. (A comparação com os filmes Sr. Bay é um exagero).

batman-vs-superman-trailer-image-1A participação, mesmo que pontual, de gente como Neil deGrasse Tyson marca a tentativa de transformar o ambiente e o conflito dos personagens como algo generalizado, mundial. As questões abordadas são temas da sociedade como um todo, não apenas deles.

Uma coisa que me chama atenção no filme são as dualidades propostas: Céu e Inferno; deuses, anjos e Demônios; Luz e Trevas, Gênesis e Apocalipse, Voar e Cair, Vida e Morte, e como elas mudam de conceito para cada personagem e suas manifestações inesperadas ao longo do filme.  Outra situação interessante é mostrar como Batman e Super-homem são parecidos, de cara ambos declaram que vivem suas vidas à sombra de seus pais, na esperança de alcançar a luz, que nunca vêm… olha a tese de novo. Mas calma, o Filme se chama: “O Alvorecer da Justiça” (Em tradução livre), quem assistir, e prestar atenção, vai descobrir por que.

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As múltiplas referências aos quadrinhos (conseguir aliar as 3 mais famosas graphic novels dos personagens de maneira coesa, sem parecer couxa de retalhos e sem perder a alma das  cenas referidas é um baita dum ponto positivo), a maneira inovadora de se mostrar os supers no cinema tem me agradado e caracterizado os filmes da DC, aliada a uma carga emocional e conceitos bem fortes, e de forma não explícitos, levando Necessariamente o espectador a um exercício mental me leva a dar Nota: 8,3.

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Alguns Alertas Sobre BvS:

  1. É um filme forte, bem violento, a violência dele não está no sangue, mas nas emoções.
  2. É uma sequência de Man of Steel (Homem de Aço), não assistir a esse filme antes faz com que o impacto de algumas situações se perca, mas isso não atrapalha muito, pelo menos não deveria.
  3. Todas as falas tem motivo para estar lá… mesmo que você não perceba no mesmo momento, mesmo que pareçam sem sentido, então: Atenção, esse filme vai exigir muito dela.
  4. É um filme cheio de ganchos… É quase um Gancho gigantesco, mas isso não impede o filme de ter um começo meio e fim. (Para os fãs de longa data, eles são tudo de bom)
  5. Parece que você abriu um gibi e está lendo uma história aleatória, te forçando a descobrir quem é quem na hora e sem dar muitas explicações… Isso faz do filme, na minha opinião, um filme não apenas com personagens de HQ, mas ser DE HQ.


Nome: Batman Vs Superman: A Origem da Justiça
Diretor: Zack Snyder
Baseado nos personagens na DC Comics
Gênero: Aventura, Ação, Ficção Científica
País: Estados Unidos
Ano: 2016
Duração: 151 minutos

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Sinopse:
Depois de sua luta titânica contra o General Zod, Metropolis foi arrasada e Superman é a figura mais controversa no mundo. Enquanto para muitos ele ainda é um emblema de esperança, um número crescente de pessoas o consideram uma ameaça à humanidade e buscam justiça para o caos que ele trouxe a Terra.
Até onde Bruce Wayne sabe, Superman é um perigo claro para a sociedade e, por temer o futuro do mundo com alguém com um poder tão imprudente e desgovernado, ele então coloca sua máscara e capa para corrigir os erros do Super-Homem. A rivalidade entre eles é furiosa, alimentada por amargura e vingança, e nada pode dissuadí-los de travar esta guerra.
No entanto, uma nova ameaça obscura surge sob a forma de um terceiro homem: aquele que tem um poder maior do que qualquer um deles para pôr em perigo o mundo e causar a destruição total.

Corrente de Quadrinhos – Informe SoNerd #3

Batman VS Superman repete os erros de Homem de aço e acaba sendo um filme morno.

Diferente de Homem de Aço (2013) não criei expectativas quanto a sua quase continuação; Batman Vs Superman – A origem da justiça. No entanto, imaginando que os escritores teriam uma vasta possibilidade de acertos em fazer este filme onde, afinal de contas, teriam Heróis com uma fonte quase inesgotável de possíveis roteiros ou soma de aventuras tanto vista em quadrinhos quanto em desenhos. Entretanto,  Chris Terrio e Zack Snyder indo contra todas as chances, caminharam na contra mão e desenvolveram um filme com uma identidade estranha, duvidosa e deturpando personagens conhecido pelo público de uma forma pouco inteligente.

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O filme é longo, não por conta do contexto pedir isso. Não. Poderia ter sido bem menor se retirassem cenas que serviram apenas para encher linguiça ou poderia ter o tempo que teve, se houvesse mais amarras no roteiro, mas o que vemos são furos de continuidade que são perceptíveis até por crianças de seis anos.

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Superman, (Henry Cavill)  ainda é um estereótipo de Messias, com seus olhares distantes estilo Dr Manhattan e parecendo que aquilo tudo é tão enfadonho exatamente como foi visto no filme o homem de aço. A escolha do ator não é ruim desde Homem de Aço. Sabemos que ele tem uma bagagem artística muito boa para dar mais consistência ao personagem. No entanto vemos um Superman/Clark Kent que vive a fundo as dores da humanidade atual, beirando em alguns momentos à depressão, pois sua vida só parece ter duas felicidades: Lois Lane e Martha Kent.

how-lois-lane-could-have-a-key-role-in-batman-v-superman-dawn-of-justice-amy-adams-as-lo-208416 E sendo um pouco nostálgico o Super Homem de Reeve dava a entender que, apesar de todos seus poderes e capacidades, ele não perdia a estribeiras com a humanidade pois ele tinha fé na capacidade de poder serem bons. Já o Super Homem de BvS é seco quanto a isso, pois mostra sentimentos mais profundos apenas quando toca em seu calo. No caso Lois Lane, interpretada por Amy Adams, que não pode ser a Lois excelente de seu filme anterior, onde se viu meio perdida em um turbilhão de falas mal escritas, e Martha Kent interpretada por Diana Lane que parece que está sempre chapada, pois não existe tempo ruim para ela.

Já o Batman está mais para Frank Castle, mais conhecido

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Jeremy Irons

como O Justiceiro, da Marvel, do que o Batman visto em filmes anteriores e desenhos animados. Não quero tirar os créditos da atuação de Ben Affleck, pois foi o melhor Batman que vi, esteticamente falando, mas toda a sabedoria e sagacidade do detetive maior da DC foi diluído em uma dose pequena no fiel mordomo Alfred (Jeremy Irons).

A luta que foi se desenvolvendo durante todo o filme banhada em sonhos aterrorizantes de uma invasão alienígena, parentes vampiros e uma certa aparição que considero muito importante, mas não fica claro se foi sonho ou realidade. Termina com uma jogada das mais simplórias possíveis, digna do filme que estava na sala ao lado. Os Dez Mandamentos da Record.

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O roteiro, quero acreditar, que tentou acertar, mas errou em pontos fortes. Está claro que os roteiristas viram sagas importantes dos quadrinhos, que inclusive foram adaptadas para outras mídias, no entanto acabou sendo um filme de muitas informações e que acaba sendo um prato grande demais para uma fome não tanto exagerada. Vê-se claramente a intenção de BvS ser um filme ponte para outros filmes a serem lançados, que, creio, vão estourar a boca do balão, já que estaremos vendo heróis queridos por muitos pela primeira vez na telona. Mas não acho este visual de texto caminhando para Gods Among Us possa ser uma saída bacana. Mas não vou condenar isso, já que se trata de uma observação pessoal que não se limita aos filmes da DC, mas num todo a representação de destruição sem limites, falta de fé e manipulação exagerada são os eixos para esta nova safra de filmes.

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Logo, se você, como eu, viveu a era de ouro dos quadrinhos de heróis na editora abril pode ficar um pouco surpreso com o que vai ver. Não é de todo ruim. É algo novo baseado em algo clássico, mas não descartável. Para os que vão me odiar por terem adorado o filme, me reservo ao direito de querer as identidades de meus heróis favoritos preservadas. Um Superman que como nas palavras de Christopher Reeve que disse: “ Superman apesar de todos os seus poderes e capacidades olha com tamanha simplicidade para os seres da Terra que beira a ingenuidade.” E de um Batman que não apelaria para o uso de armas de fogo, já que isso ficou marcante em seres de relevância nos quadrinhos, pois foi uma que o criou quando tinha dez anos.

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Mas nem tudo é ruim, e graças a isso o filme não foi um decepção. As poucas cenas com a Mulher Maravilha foram espetaculares e reafirmo que a atriz Gal Gadot fez muito bem seu papel e conseguiu roubar a cena, sendo que o único momento de alegria e aplausos do pessoal do cinema é na hora que ela aparece com o uniforme. Mas confesso que ver os três lado a lado me alegrou bastante.

cwxl-lvuwaatvr8-163070A direção também e impecável, assim como a fotografia.

Quanto a trilha sonora Hans Zimmer se redimiu um pouco pelo trabalho em homem de aço. Criou elementos sonoros que deram ênfase às entradas de Batman e Mulher Maravilha, além de colocar uma coisinha da trilha do superman dos anos 80 lá como cata piolho. Porem as notas sem graça para o super homem ainda estão lá.

O final é um presente de grego à parte, que me levou a uma vontade miserável de haver um pós credito… que infelizmente não aconteceu. Saudades de Marvel! Logo o fim do filme lembra um episódio da netflix, só que sem o menu de ver o próximo.

Se o final é ruim? Não diria isso.

Se vale a pena pagar o ingresso? Sim, pois serão mais de duas horas de um filme, que prende sua atenção, apesar de quase largar antes do final. Logo, na minha opinião, é um filme Bom, pois satisfaz quem gosta dos heróis da DC, mas fica devendo quanto à roteiro. A nota que dou é um belo 7.

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Nome: Batman Vs Superman: A Origem da Justiça
Diretor: Zack Snyder
Baseado nos personagens na DC Comics
Gênero: Aventura, Ação, Ficção Científica
País: Estados Unidos
Ano: 2016
Duração: 151 minutos

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Sinopse:
Depois de sua luta titânica contra o General Zod, Metropolis foi arrasada e Superman é a figura mais controversa no mundo. Enquanto para muitos ele ainda é um emblema de esperança, um número crescente de pessoas o consideram uma ameaça à humanidade e buscam justiça para o caos que ele trouxe a Terra.
Até onde Bruce Wayne sabe, Superman é um perigo claro para a sociedade e, por temer o futuro do mundo com alguém com um poder tão imprudente e desgovernado, ele então coloca sua máscara e capa para corrigir os erros do Super-Homem. A rivalidade entre eles é furiosa, alimentada por amargura e vingança, e nada pode dissuadí-los de travar esta guerra.
No entanto, uma nova ameaça obscura surge sob a forma de um terceiro homem: aquele que tem um poder maior do que qualquer um deles para pôr em perigo o mundo e causar a destruição total.

ONDE JÁ CIVIL war? #SoNerd

Capitão America: Guerra Civil lançou seu novo trailer, com algumas novidades, venha conferir com o SoNerd alguns dos personagens mais queridos dessa saga e entender o motivo da briga entre deles.

Mórbido, Maléfico e Maldito. 

Quando eu era criança, em meados dos anos 80, uma das coisas que mais amava na vida era ler uma boa história em quadrinhos. Passei por fases ótimas … Da turma da Monica, Disney e, claro, super-heróis. Mas havia um estilo que caminhou por todas estas fases e continua forte até hoje comigo: A boa HQ de terror.

CALAFRIO

Naquela época o senhor Rodolfo Zalla manteve meu vicio controlado com as magníficas histórias em suas séries da editora D’art conhecidas como Mestres do Terror e Calafrio. Eram noites assustadoras e histórias que arrepiavam mais que os filmes do SBT na virada da madrugada. Algumas destas edições tive o privilégio de manter durante todos estes anos e recuperar outras graças ao advento do Mercado Livre.

zalla

Apesar do sobrenome Zalla ser de estrangeiro. As revistas eram de punho nacional e eram muito bem feitas dentro do estilo almanaque, com vários artistas e roteiristas que destaco aqui: o próprio Zalla como desenhista e escritor, Mozart Couto, Rodval Mathias, Júlio Emilio Brás, Shima, Flavio Collin, Ivan Carlos, Eugenio Colonesse e tantos outros.

terrorMas quero falar de um em especial: Eduardo Cardenas, que naquela época assinava como Luís Eduardo.

Este Sergipano acaba de publicar pelo selo Lost Comics uma edição que faz lembrar muito aquele período de ouro das HQs de Terror no Brasil .

MÓRBIDO, MALÉFICO E MALDITO GIBI é uma obra que já é grandiosa a partir do nome. No formato Heavy Metal chega nos brindando com quatro magnificas histórias com um traço cheio de tantos detalhes que o leitor precisa de mais de um minuto para saborear cada um, além de ser precedidas por mine pôsteres que emulam os antigos cartazes de Terror dos anos 60 e 70. Todas foram produzidas para um retorno da revista “CALAFRIO” que, por vários motivos, acabou ficando apenas na ideia. Por sorte Eduardo achou que a gaveta não era um destino muito grato para as quatro histórias.

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Tive o prazer de dividir a prancheta com Eduardo em uma HQ chamada “Between the Shadows” que já saiu aqui no Brasil , mas ainda não concluída e que contou também com a participação de Carlos Brandino e “Macarius”, que recebeu uma nova roupagem nas mãos de Julio Brilha.


 

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MÓRBIDO, MALEFICO E MALDITO GIBI pode ser adquirida pelo site http://www.lostcomics.com.br no valor de R$ 20,00 ou direto pelo email do criador eduardocardenas1@gmail.com e defino a HQ como Ótima. Vale cada centavo.

Formato: 21 x 28 cm

Páginas: 36

Editora: Independente

Deadpool [Crítica]

Ao ver um filme como Deadpool eu percebo que quando um fã realmente tem domínio sobre o produto e se junta a outras pessoas tentando ao máximo respeitar o personagem três coisas geralmente acontecem.
Primeiro: dependendo do personagem, você tem que abrir mão da audiência infantil.
Segundo: não necessariamente você precisa de caminhões de verdinhas para fazer um filme.
E terceiro: Sucesso!

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Apesar de problemas (relacionado ao orçamento) e pequenos furos no roteiro e na direção o filme sobre o Herói surtado é muito bom. Ryan Reynolds realmente incorpora o personagem do qual ele nunca negou ser um fã absoluto.

mv5bmjqyodg5njc4n15bml5banbnxkftztgwmzexmje3nze-_v1_sx640_sy720_A sequência de tiradas são muito boas e ele consegue tirar boas risadas, apesar das constantes cenas de violência, que neste caso não são forçadas nem desnecessárias, já que isto faz parte do show de Deadpool.

Algo que gostei muito também foram os personagens secundários… Posso dizer que todos são, já que durante mais de 85% do filme você vai estar ouvindo a voz de Reynolds. A brasileira Morena Baccarin é o contra ponto à feiura de Deadpool. (Brincadeira à parte). Mas falando sério. Quem conhece a atriz vai ficar surpreso com sua atuação, já que dá vida a uma vigorosa (por falta de outra palavra) garota de programa. Função que por sinal vemos tendo somente com o herói. Seria ele um freguês exclusivo?

Para os fãs de X-men acaba-se tendo um brinde com a apresentação de um Colossus que parece ter saindo das páginas dos quadrinhos, colocando no chinelo todos os já vistos em filmes anteriores. Deram uma atenção até ao sotaque da criança. Outra aparição da mansão do careca mais amado é Negasonic Teenage Warhead interpretada por Brianna Hildebrand. Ela fez tão bem e sem a pretensão de ser bonitinha que poderiam até fazer um filme com a garota .deadpool-negasonic-teenage-warhead-judy-blume

O figurino ficou excelente em todos os personagens em especial de Reynolds, pois você realmente esquece que a única parte com efeito especial são os olhos, porém sem ser exagerado, o que confesso era um medo que eu tinha a parte.

A direção de Tim Miller, que é mais conhecido por seu trabalho nos efeitos especiais de “Scott Pilgrim”, não está uma obra de arte, porém soube mostrar muito bem o que o filme está propondo e com certeza teve que suportar um Ryan Reynolds o tempo todo em seu ouvido com mil e uma sugestões que, afinal, pôde, finalmente, se redimir de seus “heróis” do passado, como o Lanterna Verde e pasme, o próprio Deadpool (Em x-men origins: Wolverine). Mas não se preocupe em malhar disso, pois ele mesmo faz referências muito engraçadas a este passado sórdido.

deadpool-colossus-and-negasonicEnfim. Se você curte o anti-herói nos quadrinhos e curtiu Kickass, um outro filme que caminha pelas mesmas terras, não terá o que reclamar no filme. Pois temos ação, violência, piadas constantes, romance, um vilão britânico e mulheres lindíssimas povoando o filme.

No meu ponto de vista classifico o filme como muito bom. Valeu com certeza o ingresso pago.

E não esqueça de ver as cenas pós créditos e depois comentem aqui em baixo qual clássico de Hollywood vai te lembrar. Será que vão acertar? Fica o desafio.

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Nome: Deadpool
Diretor: Tim Miller
Deadpool criado por Rob Liefeld e Fabian Niciesa
Gênero: Aventura, Ação, Fantasia, Thriller
País: Estados Unidos
Ano: 2016
Duração: 108 minutos


Sinopse:

Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida.

Quadrinho nosso de cada dia. SoNerd #3