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Uncharted 4: A Thief’s End [Review sem Spoilers]

Desde que me entendo por gente eu tenho jogado, e desde os meus primeiros consoles a Naughty Dog sempre foi uma desenvolvedora de qualidade inigualável, fosse com o clássico Crash ou com a série Jak and Daxter. Detentora também do título The Last of Us, ela poderia facilmente ser considerada como o Midas das desenvolvedoras de jogos, tornando tudo que toca em ouro. A sua série Uncharted já é referência no mundo dos jogos desde o seu primeiro título, e não existe muito que dizer em relação a isso. Tendo o seu segundo título, Among Thieves, como um dos mais bem avaliados de todos os jogos de PlayStation3. O fim da saga de Nathan Drake, personagem principal de Uncharted, traz um aperto forte aos corações de todos os fãs da saga, mas consegue fechar com chave de ouro a sua épica aventura, dividida em quatro jogos principais para PlayStations 3 e 4, além de dois títulos lançados para o PSVita.
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Em Uncharted 4, entre sequências de ação que tiram o fôlego e cutscenes cativantes (tanto pelo roteiro do jogo quanto pelos gráficos avassaladores) é explorada por meio de flashbacks a infância de Drake, parte do herói que sempre foi envolta em mistério, mas que neste último título, é crucial para todo o enredo. A Thief’s End inova sem perder a alma da franquia, com um Drake maduro, porém tão charmoso e engraçado quanto nos primeiros jogos. Não é fácil falar da evolução do personagem sem spoilers, mas é certamente seguro dizer que ele é um ser muito mais complexo do que o Drake que era visto até então, enfrentando dilemas acerca de todo o propósito de sua vida como caçador de tesouros. Como se o próprio personagem ressoasse com os últimos suspiros de sua saga.

IMG_6537[1]A jogabilidade permanece muito semelhante ao que foi visto no terceiro jogo da saga, porém com uma lapidação que o consolida, não mais como um simples TPS, mas como, de fato, um jogo de aventura e ação, focado mais em puzzles, escaladas e outras mecânicas do que em trocas de tiros constantes, sendo, inclusive, o mais focado na furtividade em combate até então. Um pequeno, porém feliz, adendo é a possibilidade de usar um gancho de escalada para prosseguir em certos momentos.

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Os cenários são de cair o queixo e os mapas tão grandes que seria possível confundi-los como sendo parte de um jogo com mundo aberto. Como de costume, são retratadas diversas partes do mundo, da América do Sul à Europa e até mesmo Madagascar, passando com perfeição a cultura local e sua beleza paradisíaca, por mais breve que seja o momento.

IMG_6539[1]A iluminação merece muitos pontos também, excedendo até mesmo os trabalhos realizados nos títulos anteriores, tendo importante foco a todo instante, desde cavernas iluminadas por luzes bruxuleantes de tochas, até mesmo à luz da lua em fases noturnas. A experiência visual é tão colossal que a própria Naughty Dog sentiu a necessidade de incluir um modo de fotografia em seu jogo, para que os jogadores pudessem soltar a imaginação na hora de tirar screenshots de sua obra prima. Assim, até mesmo aqueles que não têm o habito de registrar suas jogatinas, certamente sentirão a compulsão de fazê-lo nesse jogo.

Todos os movimentos dos personagens tem uma fluidez admirável, sempre parecendo naturais e realistas, graças tanto aos gráficos, quanto à engine utilizada. Tornando-o uma ótima e divertida experiência até mesmo para um jogador de primeira viagem.

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Não existe erro em afirmar que Uncharted 4 é um dos mais bem feitos jogos lançados até o momento para o PlayStation 4, trazendo consigo todo o peso de sua franquia e não decepcionando fãs, nem novatos, em momento algum.


Nome: Uncharted 4: A Thief’s End
Desenvolvedora: Naughty Dog
Plataforma: Playstation 4
Gênero: Ação, Aventura, TPS
Diretores: Bruce Straley
Neil Druckmann
Compositor: Henry Jackman
Modos de Jogo: Singleplayer e Multiplayer
Lançamento: 2016


Sinopse
Três anos depois dos eventos ocorridos em Uncharted 3: Drake’s Deception, Nathan “Nate” Drake desistiu de ser um caçador de tesouros e tem uma vida normal com Elena Fisher. A sua rotina é interrompida quando Samuel “Sam” Drake, o seu irmão mais velho, que supostamente estaria morto, entra em sua vida. Sam diz-lhe que precisa da ajuda de Drake para encontrar um artefato muito antigo relacionado com o tesouro do pirata Henry Avery; a sua vida depende disso.

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Esquadrão Suicida – Crítica Sem Spoilers

Confesso que tenho muito prazer em ver os filmes inspirados em personagens da DC, pois, diferente dos da Marvel você fica remoendo tudo aquilo por um bom tempo. Acredito que seja pela familiaridade que tenho com os personagens por ser um leitor voraz de seus quadrinhos desde 1979.  O trio Batman, Superman e Mulher Maravilha foram os primeiros heróis que me encantaram e graças à boa editora EBAL, que me apresentou a eles, tenho essa grande simpatia   por cada um. Logo é muito natural que tal sentimento se espalhe para os personagens secundários também.

maxresdefault (1)O Esquadrão Suicida teve sua primeira aparição em 1959 e, alimentada pela série Missão Impossível e filmes como Os doze condenados, se tornou um achado de publicação sendo uma ideia genial, pois responderia à velha pergunta “O que acontece com estes vilões quando os heróis os prendem?”  Ora, montar um time de vilões condenados para fazer algo de positivo era algo fenomenal! Primeiro porque seria um exercício muito bom para escritores da época e, melhor ainda, mostraria para os leitores que até os seres mais cruéis eram capazes de um ato de bondade e de “amor ao próximo” (neste caso o próximo eram sempre eles mesmos).Brave_and_the_Bold_v.1_25

Porém com o tempo a revista foi se tornando repetitiva, já que os heróis passaram a tomar atitudes mais cruéis que muito dos antigos vilões. Reuni-los seria apenas chover no molhado.  O mundo depois de O cavaleiro das Trevas e Watchmen havia mudado muito a relação – herói e fã. Afinal, quem iria querer saber agora de personagens de terceira lutando contra terroristas em algum país da América do Sul? Cabe lembrar que as primeiras aventuras desse esquadrão não tinham super-vilões, apenas condenados com habilidades especiais, mas não necessariamente poderes.

Em 1986 a série retorna agora com histórias mais bem elaboradas e com os super-vilões cumprindo a função de salvar o dia, no entanto as narrativas ganharam outro mote. Nesta série eles resolviam problemas como lutar contra invasões alienígenas secretas ou criaturas de outras dimensões. Isso tudo devido ao tempo “indisponível” dos super-heróis. As revistas tinham vendas suficientes para se manter no mercado, principalmente com o advento da Suicide_Squad_Vol_4-30_Cover-1inversão de valores que teve seu bum ainda nos anos 80 e com a participação de grandes personagens como o Pistoleiro, por exemplo, que ganhou graças em séries de TV e desenhos animados. O vilão era mal, mas não era tolo e ingênuo como os heróis. Eles falavam o que pensavam, mesmo quando não eram populares e era isso que fazia deles especiais e queridos pelos novos leitores. Quando você se perguntar por que o He-Man saiu do mercado saiba apenas que os bonecos dos vilões tinham mais saídas e a forma doce e meiga de um homem muito forte, que mesmo segurando uma espada não era nada agressivo, deixou de convencer o público. Veja, por exemplo, as lutas livres americanas. As pessoas amam odiá-los. Não seria diferente nos quadrinhos, ainda mais com uma quantidade infinita de vilões que surgiram para enfeitar as páginas de tantos outros super-heróis.

Entretanto, quando fui ver o filme, eu esperava algo não necessariamente grandioso. É sabido que eles não iriam gastar muito com personagens não conhecidos do grande público, porém muitas edições atuais do Esquadrão tinham plots maravilhosos, os quais poderiam caber no orçamento. Eh, mas o que foi entregue está longe do que realmente os fãs mereciam. Ou seja, a DC fez de novo.suicide-squad-esquadrao-suicida-3

Eu realmente acreditei que como os dois primeiro filmes da nova safra trouxeram um caráter mais sombrio em sua fotografia, este filme teria algo com mais requinte de crueldade, por assim dizer. Afinal é uma equipe de vilões.

Alguns amigos até falaram que o problema seria os atores escolhidos, mas depois de ver o filme ficou claro que eles não atrapalharam em nada. Mesmo o Crocodilo, vivido por Adewale Akinnuoye-Agbaje, sendo pouca coisa mais alto que a Arlequina não atrapalhou tanto, muito menos a troca de etnia do Pistoleiro. O problema do filme está em seu roteiro.

tfmsswsMas aí, alguns vão dizer que estou me repetindo, pois eu disse o mesmo de Batman Versus Superman.  No entanto, infelizmente a falta de norte da equipe de roteiristas deixou uma lambança de erros de continuidade que beira ao ridículo em muitas das situações. Até um estudante de primeiro ano de cinema consegue ver as cenas que foram plantadas em pós produção.

 Para começar a trama do filme é a própria solução do filme. Isso mesmo. Quando você lê uma edição dos personagens nos quadrinhos você realmente compra a ideia de que se precisa de uma equipe deste naipe no mundo. Afinal alguém tem que fazer o trabalho sujo. No filme, entretanto a visão é completamente diferente. A primeira missão da dita equipe é contra … Pasme … eles mesmos.

Amanda Waller vivida pela competente Viola Davis está perdida no filme. Até começa bem, mas depois os roteiristas fazem uma bagunça com a personagem que você não entende para onde isso vai caminhar. Nos quadrinhos ela tem a resposta antes da pergunta. Aqui ela não merece o cargo que tem junto ao governo.Suicide-Squad-Movie-Amanda-Waller-Role

O Pistoleiro, vivido por Will Smith, e a Alerquina, na pele de Margot Robbie, estão ótimos nos personagens e realmente roubam toda a cena com piadas bem colocadas e abordagem sentimentais que alegraram quem foi ver o filme, mas é só isso. Este é o único ponto positivo que aponto para o filme.

A presença de Batman e do Coringa que imaginei servir como catalisador de alguma situação, foi, na minha opinião, meramente para dar beleza ao bolo. Traduzindo. Eles não fizeram a menor falta. Acho que os autores poderiam ter ousado mais com eles, ou mesmo deixado mais simples como foi feito com um terceiro super que também dá as caras no filme e assim, dando a eles uma importância mais satisfatória.  Se você perceber bem terá a impressão que depois do filme pronto eles colocaram cenas extras com estes dois maxresdefault (2)personagens.

Para os que admiram os personagens nos quadrinhos também vão estranhar muito Rick Flag. A postura de líder e a eficiência para comandar uma equipe bizarra como esta não estão ali. Pior. O que vemos é um personagem cheio de sentimentos que parece o tempo todo se fazer de durão, mas é pior que o unicórnio de pelúcia que o Capitão Bumerangue carrega o tempo todo e que você não tem a menor ideia do porquê disso, pois assim como parece importante para o personagem desaparece durante o desenrolar do filme. Aliás o Capitão Bumerangue, vivido por Jai Courtney, está mais alucinado e desiquilibrado que o próprio Coringa.jai

Falando nele, não tem como dar um parecer concreto sobre o Coringa, de Jared Leto, já que ele nada mais é que um personagem secundário no filme. Tivemos apenas um vislumbre do que poderá ser o novo Coringa. Mas de cara posso adiantar: Você com certeza vai colocar na mesa a competência deste Coringa e o do excelente Heath Ledger, mesmo sabendo que são realidades diferentes. Porém, eu não consegui ver o Coringa louco e estranho neste filme. Ele no máximo estava para um tipo excêntrico. SUICIDE SQUAD

Os demais personagens são tão apagados devido a presença de artistas como Smith, por exemplo, que em certos momentos do filme até me esqueço deles.

maxresdefaultQuanto ao vilão, que como disse poderia ter sido evitado desde o começo, tinha um potencial muito bom, se fosse colocado em outro contexto da história. Por exemplo … Se não tivesse contato algum com Amanda. Teria um sentido mais interessante e você compraria a trama muito melhor. Porém como todo bom filme de roteiro fraco, tudo acaba bem mesmo que não agrade ninguém. Logo o filme acaba … acabando.esquadraosuicidacartaz01061

Minha visão desta versão dos Guardiões da Galáxia da DC não poderia ter sido mais decepcionante, entretanto o filme não desagrada a quem não conhece nada dos personagens. Pois é superior por exemplo a um filme das Tartarugas Ninja. Pessoas que estavam em minha volta apreciaram o filme e o acharam muito divertido. Então caso você seja uma dessas pessoas, que não se liga muito em comparar quadrinhos e cinema, o filme é uma boa pedida e vale com certeza o ingresso. No entanto se você já tem aquela bola na garganta desde Homem de Aço, aconselho não perder seu tempo.

Minha nota é um bom 6 devido aos atores e em especial a Robbie, que salvou a personagem Arlequina. Ela está simplesmente fantástica no papel .


Nome: Esquadrão Suicida (Suicide Squad)
Direção: David Ayer
Gênero: Ação, Fantasia e Policial
País: Estados Unidos
Ano: 2016
Duração: 123 minutos


Sinopse
Reúna um time dos super vilões mais perigosos já encarcerados, dê a eles o arsenal mais poderoso do qual o governo dispõe e os envie em missão para derrotar uma entidade enigmática e insuperável que a agente Amanda Waller (Viola Davis) concluiu que só pode ser vencida por indivíduos desprezíveis e com nada a perder. Quando os membros do improvável time percebem que não foram escolhidos para vencer, mas sim para falharem inevitavelmente, será que o Esquadrão Suicida decide ir até o fim tentando concluir a missão ou a partir daí é cada um por si?

Jason Bourne – Crítica Sem Spoilers

Em 1980 o escritor Robert Ludlum apresentava ao mundo a sua versão americana do 007: A identidade Bourne (The Bourne Identity). Um espião perfeito imbuído de um patriotismo sem precedente desenvolvido por psicólogos da CIA, a agência de inteligência americana, para nunca fazer sequer uma indagação sobre suas missões e cumpri-las de forma direta e eficiente. Fluente em várias línguas de forma a enganar até mesmo um nativo, domina diversas formas de artes marciais e conhecimento tático em espionagem, além de possuir uma inteligência muito acima da média.  Jason Bourne tem todos os ingredientes de uma personagem que vem para agradar ao público pós onze de setembro. Logo, foi um sucesso imediato e hoje já nos brinda com mais de 12 títulos.

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Todos foram um sucesso de crítica e de vendas. No entanto, não só por vender algo que o público quer, mas por possuir um ritmo narrativo que te prende da primeira à última página. Ludlum sabe como enganar aquele leitor que gostar de deduzir o que vai acontecer no capítulo seguinte deixando a história realmente imprevisível. Para os que conhecem o autor sabem que ele já fazia isso muito bem desde os anos 70, como por exemplo em Gêmeos não se amam e O Pacto Cassandra. Era inevitável que Hollywood não fosse colocar isso nas telonas e apresentar o personagem ao mundo todo. Foi escolhido para o papel 31624título o ator Matt Damon e para a direção, o competente Doug Liman. Nisso em outubro de 2002 os fãs da franquia conheceram seu personagem favorito com o filme A identidade Bourne. O sucesso foi imediato e Jason Bourne caiu na graça do grande público.  Os produtores então viram que tinham uma mina de ouro ali, com um excelente ator para o papel além da vantagem de vários livros já publicados contendo ótimas histórias. Com isso em 2004 vimos A Supremacia Bourne e em 2007 O ultimato Bourne. Ambos com a direção frenética e também de peso de Paul Greengrass. Todos sabiam que Hollywood havia encontrado a nova “menina dos olhos” para trazer dinheiro para seus cofres, no entanto não contavam com a decisão de Damon em não querer voltar para um quarto filme sem a presença de Greengrass na direção. Temos que lembrar que Matt Damon conhece um jason-bourne-story_647_042216115508pouco deste universo, tendo ele mesmo ganhado um Oscar de melhor roteiro no filme Gênio Indomado (Good Will Hunting) de 1997. Como os produtores não conseguiram fazê-lo mudar de ideia e aceitar o diretor escolhido para a nova continuação e queriam fazer um filme o mais rápido possível para continuar gerando dinheiro, acharam então melhor esquecer o personagem principal e usar o também competente Jeremy Renner com o filme O Legado Bourne (The Bourne Legacy) em 2012 com direção de Tony b732bce9abf116ce954e4490cfdb927dfe1ad94c67ff2e5e9c59c647af3f819dGilroy. Apesar do nome do personagem está o tempo todo sendo ouvido nesta continuação e da boa atuação de Renner com seu personagem Aaron Cross (Devo ressaltar que foi uma surpresa não terem dado o personagem para Renner, pois Hollywood é bem conhecida por trocar atores a seu bel prazer) e tendo uma boa bilheteria em seu primeiro fim de semana nos Estados Unidos, a reação do público não foi muito positiva. Afinal as pessoas foram para o cinema querendo ver Jason Bourne e não um substituto. Hollywood teve, então, que aceitar os termos impostos por Matt Damon que provou seu ponto de vista. O público realmente gosta de Jason Bourne.

Novas negociações foram feitas e após longos 4 anos e muito dinheiro em cima da mesa, Damon e Greengrass se reuniram para o mais recente filme Jason Bourne (2016).

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A história agora praticamente esquece tudo que foi visto no filme anterior, e parece realmente uma continuação do terceiro filme. Entretanto, diferente dos anteriores, vemos um Jason Bourne menos crível. Apesar do plot bem elaborado e do roteiro (inferior aos anteriores, devo ressaltar) bem amarrado os fãs vão perceber um personagem mais apático. Paul Greengrass traz uma direção mais cheia de closes, principalmente Jason-Bournenas cenas de ação, o que, na minha opinião, faz com que diminua um pouco o personagem que se tornou fonte de longos bate papos por conta das habilidades em lutas e de como elas eram incrivelmente bem filmadas. Lutas essas, que vão ficar devendo infelizmente. Jason resolve alguns de seus confrontos apenas com um único soco.

Mesmo com a presença sempre bem vinda de Tommy Lee Jones como o chefe da CIA Robert Dewey e do muito mal aproveitado Vicent Cassel como um dos agentes que darão trabalho para Bourne, o filme acaba sofrendo o triste destino de ser comparado com ele mesmo. As jogadas inteligentes e ações mirabolantes que vemos tantos nos livros quanto nos quatro Jason-Bourne-trailer-03filmes anteriores são apenas um tira gosto neste aqui. Devo dizer que o anterior de 2012 chega a ser bem melhor, mesmo não tendo o personagem principal

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. Aqui vemos Bourne em conflito novamente querendo saber do seu passado mais profundamente o que acaba gerando uma série de situações que, sinceramente, seriam facilmente resolvidas pelo Jason do primeiro filme em menos tempo e com mais eficiência. Alguns rostos velhos e novos também dão seu ar da graça neste novo filme, mas sem nenhum lampejo que mereça destaque. Isso inclui Alicia Vikander, conhecida pelo premiado Ex machina (2015), que desempenhou com maestria Vincent-Cassel-Bourne-o papel da androide Ava, mas que aqui apenas dança discreta no enredo como apenas uma válvula de escape que serve para rapidamente resolver dilemas que poderiam ter um desenrolar muito mais criativo.  Temos também alguns furos de texto e continuidade que até os mais ingênuos neste gênero de filme vão perceber e se perguntar como foi possível tal situação.maxresdefault

Entretanto, vale a pena ver o filme, pois novamente temos um herói que ganhou mérito e prestígio junto ao público e que salva nas poucas cenas que lembram a maestria dos três primeiros filmes, mas que é verdadeiramente inferior aos seus predecessores.

Com toda certeza vale o ingresso, mas não se sinta mal se sair com um sentimento de quero mais. A bilheteria do filme não foi ruim, com cinquenta milhões de dólares em seu lançamento, porém inferior aos sessenta e nove milhões da cópia de 2012.

 

Acredito que iremos ver Jason Bourne em novos filmes, já que seu criador Robert Ludlum ainda tem muito para contar sobre ele. Além disso o termômetro do sucesso ou não de Jason Bourne vai fazer com que os produtores repensem algumas decisões tomadas.

Minha nota é um 7,5 e esperando uma continuação que honre os três primeiro filmes.


Nome: Jason Bourne
Direção: Paul Greengrass
Quarto filme da franquia Bourne

Gênero: Ação, Thriller
País: Estados Unidos
Ano: 2016
Duração: 123 minutos


Sinopse
Fora do radar como lutator de rua, Jason Bourne (Matt Damon) é surpreendido por Nicky Parsons (Julia Stiles), que o procura oferecendo novas informações sobre seu passado. Inicialmente resistente, ele acaba voltando aos Estados Unidos para continuar a investigação e entra na mira do ex-chefe Robert Dewey (Tommy Lee Jones), que teme mais um vazamento de dados. Dentro na CIA, no entanto, a novata Heather Lee (Alicia Vikander) acredita que tentar recrutar Bourne para a agência seja a melhor solução.

O Bom Gigante Amigo – Crítica Sem Spoilers

A primeira vez que tive contato com Roald Dahl não foi com seus livros, mas com o filme “A fantástica Fábrica de Chocolate”, na TV, no início dos anos 80. Me apaixonei tanto por aquelas criaturinhas criadas por sua mente que corri até a biblioteca de minha cidade e fui atrás desta aventura em palavras. Naquela época (antes do Google) eu não tinha o nome do escritor, somente o nome do filme e a informação dada na época pela jornalista Glória Maria, de que se tratava de um filme baseado em um livro (acho que foi no Fantástico que vi isso, não me lembro bem).

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Para minha tristeza lá não tinha o livro que eu queria ler, o que era uma pena, pois eu tinha size_810_16_9_Willy_Wonkacerteza que os Umpa-Lumpas eram mais no livro do que vi no filme, e também, porque nos anos 80, por alguma razão que desconheço, livros custavam os olhos da cara (ou eu era muito “quebrado”?), porém, a senhora que me atendeu era uma leitora nata e me apresentou não somente ao nome do escritor, mas também a umas outras obras que estavam em português (de Portugal de facto) e que há pouco tempo havia chegado a biblioteca.

Os livros eram James e o Pêssego Gigante  e  O Bom Gigante Amigo. Foram mais de 400 páginas recheadas de amizade, respeito, dignidade, responsabilidade e fidelidade. Ou seja, tudo aquilo que toda criança deveria receber durante seu desenvolvimento moral. Mais tarde tive o prazer de conhecer outras obras de Roald Dahl como Matilda, As Bruxas (que ganhou o nome de Convenção das Bruxas na versão em português para os cinemas em 1990)e, claro, A fantástica Fábrica de Chocolate, que por sinal, ganhou duas versões no downloadcinema, a de 1971 e outra dirigida por Tim Burton em 2005, esta sendo mais fiel ao livro, mas que mesmo tendo sido feitos com um esmero profundo e respeito com a obra original, não substituem o prazer de navegar por entre as páginas originais, já que um filme  apresenta um ponto de vista que não necessariamente representará o seu próprio.

Roald Dahl birthday quiz - how well do you know your Dahl? Quentin Blake

Quando eu soube que a Disney estaria desenvolvendo o filme a partir deste livro e que Steven Spielberg estava à frente desta empreitada, aquele garoto de dez anos, que dormia dentro de minhas lembranças, despertou e ficou muito entusiasmado. Afinal, foram anos de espera para ver como seria a Sofia e o bom e orelhudo BGA em 3D.

O filme não poderia ser mais fiel ao livro, salvo alguns detalhes que verdadeiramente não iriam funcionar com os jovens de hoje como, por exemplo, algumas referências metalinguísticas. Entretanto as falas e a forma de desandar do filme foram bem trabalhadas pelo diretor de maneira a preservar o encanto dos personagens de mais de 30 anos de idade.

Director Steven Spielberg attends a news conference for the film "The BFG" (Le Bon Gros Geant) out of competition at the 69th Cannes Film Festival in Cannes

O filme, entretanto, pode não tocar a todos da mesma forma que o livro faz, pois, assim como Doutor Seuss, Dahn usa da linguagem da criança para passar as suas aventuras. Com isso você tem um conteúdo que beira o conceito do sem sentido e, em muitas das vezes, as soluções podem ser consideradas estranhas e sem lógica. Pode parecer tolo de minha parte ao dar importância a isso, no entanto, observando alguns jovens, e até mesmo meu filho, vendo o filme, não consegui captar a essência que ganhei quando li o livro. A mensagem ou mensagens estão lá, porém acabaram um pouco mascaradas por conta da magnificência de ótimos efeitos especiais e a direção dinâmica de Spielberg. Mas isso, de forma alguma, transforma o filme em algo ruim, mas cria uma ligação entre a criança e a família, que será vital para que o aproveitamento deste momento juntos em frente à telona seja total e especial.

No filme vemos a referência do autor para uma das criaturas mais antigas do folclore inglês: O Sandman, ou como é conhecido aqui Zé da areia, João Pestana e por aí vai. Roald Dahl quis fazer algo mais incrível, por assim dizer, e cria um gigante que caça sonhos e o leva para crianças à noite. Seu trabalho vai muito bem até que é visto pela jovem órfã Sofia (Sophie, na versão original). Por regra, para esconder seu segredo, o Gigante a leva para seu mundo. A Terra dos Gigantes. Lá ela vai descobrir que aquele ser gigante é muito mais que sua aparência mostra e que sentimentos verdadeiros podem mudar qualquer um dando-lhes armas para reorganizar suas vidas.bfg-arvore

No papel de Sofia temos a atriz Ruby Barnhill em seu primeiro trabalho no cinema. A garota de doze anos faz muito bem a personagem com graciosidade em mostrar uma criança forte, decidida e inteligente, porém sem perder o encanto da sua inocência. Uma característica bem marcante nos livros de Roald. No entanto achei que faltou alguma coisa na atuação que, apesar de boa, ficou um tanto plástica, beirando em alguns momentos a uma performance teatral. Talvez isso se explique pelo fato dela ter atuado quase todo o filme em cenários de chroma Key. Mas não se preocupem, pois não afeta o desenrolar da narrativa nem o aproveitamento da personagem. Se você a comparar por exemplo com a ex-atriz Mara Wilson, que interpretou 14mai2016--o-ator-mark-rylance-promove-o-filme-o-bom-gigante-amigo-1463230680833_300x420outra personagem de Dahl, Matilda (1996), fica complicado não fazer as comparações quanto a atuação. Mark Rylance, mais conhecido por fazer um espião russo no filme “Ponte de espiões” (2015), levando o merecido Oscar de melhor ator coadjuvante, empresta seu corpo e voz ao personagem título. Sua versão em CG está perfeita e acredito que se não fossem as artimanhas feitas por BGA o ator poderia ter feito tranquilamente o papel sem o artifício da captura de movimento. A pureza e a gentileza, misturada ao jeito simples, que toca leitores desde de 1982, deste gigante foram muito bem administrados pelo talento de Rylance. Você realmente compra o personagem e acaba se encantando com seu jeito engraçado de trabalhar as palavras. Por falar nisso, quero fazer uma ressalva ao excelente trabalho de dublagem, que tenho certeza teve trabalho na hora de passar estas palavras para o português e adaptar muitas delas.

Outras estrelas estão enfeitando o filme, como por exemplo Bill Hader que faz o papel doMV5BNTY3MzgwMjE3N15BMl5BanBnXkFtZTcwNjc2MjE3NA@@._V1_UX214_CR0,0,214,317_AL_ Líder do grupo de gigantes não tão simpáticos e claro, a trilha sonora inconfundível e brilhante de John Williams.

Fico feliz em ver que Spielberg optou por manter a história em sua ambientação original no início dos anos 80 e, claro, os fatos políticos, que apesar de parecerem engraçados em uma primeira vista, são, também, fortemente críticos, contudo, foi arriscado por conta de um público que não viveu estes momentos ou que provavelmente não vai saber de quem se trata muitos dos nomes colocados ali. Fica então como dica conhecer um pouco da política e líderes mundiais entre 1980 e 1987. Mas não leve isso como dever de casa, pois dá para ver o filme independente disso.

Minha nota é um bom 8, pois vale muito a pena ver, desde que você se desprenda de conceitos muitos severos da realidade e saiba que está indo ver um filme baseado em uma obra infantil. Levar seus filhos ou sobrinhos seria um ótimo programa.

Aconselho também ler o livro que ganhou uma edição muito bonita da Editora 34 e o preço está próximo de quarenta reais. Para o livro dou uma nota 10.


Nome: O Bom Gigante Amigo (The BFG)
Direção: Steven Spielberg
Baseado na obra de Roald Dahl

Gênero: Aventura, Família, Fantasia
País: Estados Unidos
Ano: 2016
Duração: 117 minutos
Classificação: Livre.


Sinopse
A pequena órfã Sophie (Ruby Barnhill) encontra um gigante amigável que, apesar de sua aparência assustadora, se mostra uma alma bondosa, um ser renegado pelos seus semelhantes por se recusar a comer meninos e meninas. A garotinha, a Rainha da Inglaterra (Penelope Wilton) e o ser de sete metros de altura unem-se em uma aventura para eliminar os gigantes malvados que estão planejando tomar as cidades e aterrorizar os humanos.

Crítica – A lenda de Tarzan – Sem Spoilers

Desde que Tarzan foi criado em 1912 pelo escritor americano Edgar Rice Burroughs  para a revista Pulp All-Story muito pouco do que foi dado como característica ao personagem foi mudado. Houveram algumas adaptações apenas colocando o mesmo nos dias atuais, como em muitos de seus filmes mais famosos, sendo que o ator Johnny Weissmuller foi o que mais deu personalidade ao personagem, principalmente com o grito mais conhecido de todos os tempos. A explicação para isso com certeza é o uso dos cenários de época mais caros que os contemporâneos.

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            A África, na virada do século, era um lugar misterioso de cultura rica e repleta de animais selvagens, muitos deles não conhecidos pelo homem. Era um celeiro de ideias pronto para ser usado pois chamava a atenção do mundo todo. Era o mais próximo, talvez,eblion - Copia de viajar para um outro planeta. Afinal você poderia trabalhar desde povos mais avançados tecnologicamente e escondidos no coração da selva até mesmo elos perdidos e animais pré- históricos. Era uma mina de ouro criativa e Edgar Rice Burroughs sabia disso, usando disso quando aventurou-se em outros cenários, como Marte, em a Princesa de Marte, por exemplo.

            No entanto, com o passar dos anos a África foi se tornando menos mágica, e a atenção do grande público começou a mudar de foco, indo procurar novas fontes de entretenimento como a ficção científica e o terror.

            Com o advento da TV o personagem ainda encontrou casa em séries, muitas vezes de baixo orçamento ou desenhos animados que remetiam o personagem a aventuras muitas vezes esdrúxulas.

            greystoke_a_lenda_de_tarzan_plano_critico-599x400 - CopiaTarzan caiu no ostracismo por muito tempo, até que em 1984 vimos o personagem de uma forma mais humana e poética com o filme Greystoke: The Legend of Tarzan, Lord of the Apes onde o ator Christopher Lambert incorporou o personagem. Nesta versão que foi muito bem vista pela crítica da época, mas não tão querida pelos fãs mais afincos do personagem, vemos a história do retorno de Tarzan ao seu verdadeiro lar sendo recebido por seu único parente vivo. Lá é apresentado ao seu nome John Clayton III, Lorde Greystoke. O ponto alto do filme é a adaptação de Tarzan em um mundo que não conhecia e de como a selva exercia uma força tarzansobre ele. Apesar do retorno do personagem à linha de tempo original, criada por Burroughs e da atuação excelente de Lambert, Tarzan só teve seu sucesso recuperado com a animação da Disney em 1999, rendendo uma série animada. Após mais algumas tentativas o personagem reaparece nesta nova versão.

            A lenda de Tarzan (The Legend of Tarzan) mostra uma mistura muito bem feita entre os filmes de 1984 e a animação da Disney. Aqui vemos o personagem já vivendo em suas propriedades e reconhecido como o senhor de muitas terras e recursos. Já vive com sua amada eterna Jane e as famosas referências como “Eu Tarzan… Você Jane.” são usadas como citações à histórias escritas sobre a saga do personagem. Uma forma bonita de levar seu criador ao título de personagem, como um importante biógrafo de ficção de David-Yatessua própria criação. David Yates, conhecido como o diretor dos últimos filmes da saga Harry Potter, faz uma obra de excelência trabalhando com um roteiro muito simples, porém pontual. Aqui vemos o Tarzan das antigas sagas literárias e traz para todos no cinema a mágica da África novamente com uma fotografia deslumbrante.

            650x375_alexander-skarsgard_1590875 - CopiaNa pele do homem macaco agora temos Alexander Skarsgård, bem conhecido pela série True Blood, que desempenha de forma satisfatória o personagem. Entretanto, falta ainda para ele a simpatia tosca do personagem a qual Lambert fez muito bem, porém sem que seja algo a se preocupar, pois ele compensa isso  em cenas de ação. Por sinal ótimas cenas, que apesar da grandiosidade ainda respeita certas lógicas que pareceram exageradas nos primeiros trailers. No papel de Jane vemos a linda Margot Robbie, que se destacou subitamente por seu papel num filme que ainda nem estreou [Arlequina Esquadrão Suicida (2016)]. Apesar de Jane ter sido sempre retratada como um mulher à frente de seu tempo, Margot consegue dá uma pureza e simpatia em sua atuação que encanta muito e até ajuda e respeitar sua veia artística. Já que em Esquadrão Suicida ela viverá alguém muito diferente. A química entre os dois atores é bastante forte. Os olhares apaixonados são tão verdadeiros que você compra o casal com tranquilidade.

Cena-do-filme-A-Lenda-de-Tarzan-1 - Copia            Fazendo o papel de alivio cômico temos Samuel “está em todas” Jackson que faz um ex soldado da guerra civil americana que, supostamente, investiga fatos políticos no Congo. Confesso que o personagem acabou se destacando por conta de Jackson, no entanto sua relevância em muitas das cenas pareceu forçada e na minha opinião ele não estando nelas até ajudaria o filme a se desenrolar melhor. sam-jackson-tarzanApesar da competência de Jackson seu personagem acabou sendo um dos pontos negativos no filme por mostrar algo meio sem nexo histórico. Contudo, suas caras e bocas acabam rendendo vários sorrisos dos lábios do público.

            Além, como eu já disse, do fato de trazer uma certa glória à África, o diretor optou por escolher figurantes em ótima forma física  para representar o povo africano. Isso é positivo pois no passado a imagem de fracos, magros e estúpidos era normalmente dada a eles. Ponto super positivo à David Yates e aos roteiristas Adam Cozad e Craig Brewer.

           waltz No papel de vilão temos Christoph Waltz com seu eterno ar de soberba que já vimos em 007 –Spectre (2015) e em Bastardos Inglórios (2009). O que, apesar de ser muito bom, não traz nada de novo. Neste ponto mostrou ser apenas um vilão aos moldes de filmes como do Indianas Jones, por exemplo. Acredito até que a presença de Waltz sublimou um pouco a participação de Djimon Hounsou, como um líder de uma tribo que corre atrás de vingança contra Tarzan. O personagem carrega uma bagagem emocional tremendaLenda_Tarzan_02 - Copia em suas poucas cenas que mesmo sendo bem menores que as de Waltz acabam, na minha opinião, sendo muito mais relevantes e de respeito.

            Apesar de ser uma narrativa que começa direto ao ponto, não deixa de ser também um filme de origem, afinal, muitos da nova geração não conhecem a fundo a história de Tarzan. Logo, a direção achou uma forma bacana de fazer isso com belos e pontuais flashbacks.

            Quanto aos efeitos especiais não tenho ressalva alguma. Estão magníficos. Destaco, por exemplo, as cenas dos passeios frenéticos de Tarzan nos cipós. Finalmente alguém usou desta artimanha em um filme do herói das Selvas.320939.jpg-r_640_360-f_jpg-q_x-xxyxx - Copia

            A Lenda de Tarzan não fica devendo em nada no fator entretenimento e aconselho a todos darem uma olhada. Não trata-se, porém, de nenhuma obra prima, pois apresenta falhas significantes no roteiro e, em alguns momentos de continuidade, mas nada que tire seu foco do filme. Para os fãs do homem macaco eu digo veemente que tudo está lá. Das conversas com os animais ao grito que se tornou marca registrada de nosso querido Tarzan.

            Minha nota é um bom 8 e digo: vale cada centavo gasto na entrada.

            Recomendo.


Nome: A Lenda de Tarzan (The Legend of Tarzan)
Direção: David Yates
Baseado na obra de Edgar Rice Burroughs

Gênero: Ação, Aventura, Drama
País: Estados Unidos
Ano: 2016
Duração: 110 minutos
Classificação: Livre.


Sinopse
Releitura da clássica lenda de Tarzan, na qual um pequeno garoto órfão é criado na selva, e mais tarde tenta se adaptar à vida entre os humanos. Passaram-se anos desde que o homem antes conhecido como Tarzan (Alexander Skarsgård) deixou as selvas de África para trás para uma vida sofisticada como John Clayton III, Lorde Greystoke, com sua amada esposa Jane (Margot Robbie) ao seu lado. Agora, ele foi convidado para voltar ao Congo para servir como um emissário de comércio do Parlamento, sem saber que ele é, na verdade, um peão em uma convergência mortal de ganância e vingança, organizado pelo belga Capitão Leon Rom (Christoph Waltz). Mas aqueles por trás da trama assassina não tem ideia do que estão prestes a desencadear.

Stranger Things- Crítica sem spoilers

Assim como um fotógrafo encontra nos minutos antes do pôr do Sol a sua hora perfeita para uma excelente fotografia, os irmãos Matt e Ross Duffer encontram no ambiente do início dos anos oitenta o momento no tempo perfeito para apresentar ao público a série da Netflix: Strange Things ( Coisas Estranhas).

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Claramente numa demonstração de carinho ao trabalho desenvolvido por cineastas como George Lucas, Steven Spielberg, John Carpenter, Joe Dante e tantos outros que fizeram nome e marcaram uma geração, os irmãos Duffer se arriscaram ao inovar com o velhoaclose4Digo isso, pois, tendo vivido minha infância nesta época, o gosto da saudade que tomou conta de mim e cada episódio foi como um deleite e alimento àquela criança interna que se maravilhava com filmes como Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind – 1977), ET (1982) e Guerra nas Estrelas (Star Wars – 1977) e morreu de medo vendo o Enigma do Outro Mundo (The Thing – 1982). No entanto como Strange Things tocou outras gerações que não conseguem desconectar de seus multi-aparelhos foi o que mais me surpreendeu. Afinal, entender um mundo sem a internet e um simples telefone celular mostra o quanto a perspicácia e extintos humanos eram importantes e, talvez, o quanto ficamos preguiçosos, por assim dizer.strangerthings03-590x394

Strange Things vem como uma cápsula do tempo que foi enterrada há décadas e chamou a atenção de todos à sua volta com tamanho interesse, creio eu, que nem mesmo seus criadores imaginaram o quanto seria bem recebida.

Quando vi os primeiros trailers, confesso ter pensado nesses personagens como efêmeros, uma semples base para um possível salto no tempo e explora-los no hoje, tal qual em outras séries e filmes. Mas ao ver o primeiro episódio ficou claro para mim que os irmãos Duffer, na realidade, foram buscar na década de oitenta algo que seus personagens infantis não conseguiriam mais encontrar atualmente: A inocência.

IMG_0255Sim. Como professor, há mais de vinte anos na educação infantil, posso afirmar categoricamente que as diversas fontes de informação que abrilhantam as mentes de nossos jovens também lhe dão acesso ao fim desta inocência que era uma característica básica dos jovens entre 4 e 14 anos nos anos 80, que passava por acreditar em Papai Noel, cegonha, fadas do Dente, Bicho Papão a amigos imaginários.

Os criadores e roteiristas teriam que mudar tanto seu plot para adaptar a proposta nos dias de hoje, que provavelmente teríamos uma outra coisa… Uma coisa estranha, por assim dizer. Logo podemos, sem receio nenhum, dizer que o tempo é um dos personagens principal na história e quem sem ele tudo iria mudar.

Super-8-New-Movie-POsterEm 2011 J.J. Abrams chegou com o filme Super 8, que não foge a esta mesma premissa. Ele encontrou a inocência que abrilhantou todo o enredo, de maneira a fazer o espectador de ontem, e de hoje, comprar a proposta. No entanto, diferente de Super 8, Stranger Things fez um mergulho ainda mais profundo no tempo, pois, com exceção da tecnologia das novas câmeras digitais utilizadas nas gravações, todo o resto foi buscado entre os finais dos anos 70 e início de 80 como os cenários, veículos, trilha sonora, estilo de abertura e fontes usadas, apelando até para os pequenos pontos de estáticas que apareciam nas cenas totalmente escuras nas velhas TVs e, claro, no seu elenco.stranger-things

O elenco foi peça fundamental nisso tudo. Fico imaginando o tempo que levaram para montar toda a equipe. Pois cada um, sem exceção alguma, parece que foi buscado pela máquina do tempo de “De Volta para o Futuro” para compor o casting da série.

O quinteto infantil formado pelos personagens Mike Wheeler, Dustin Henderson, Lucas Sinclair, Will Byers e Eleven resgata de forma clara a infância de vários coroas como eu, por exemplo, que curtiram suas bikes e jogos de RPG e não tinham milhares de amigos em redes sociais, porém carregam as amizades, poucas na época, firmes até os dias de hoje. Esta amizade que podemos ver na série encanta a todos. O destaque na atuação cabe a personagem Eleven (ou Onze, como ficou na versão dublada) interpretada pela jovem atriz Millie Bobby Brown, que mostra na sua personagem a fronteira entre o super poder e a fragilidade de forma brilhante. Esta garota foi apresentada ao grande público na série The Intrudes de 2015, que, por algum motivo triste, só durou uma temporada, mas que foi o suficiente para provar aos produtores que ela poderia fazer a personagem, a qual o título da série faz referência. A química dela com os demais garotos foi primordial e por ter falas curtas por razões da personagem, utilizou de expressões faciais para passar o sentimento da personagem em várias cenas, e olha que sem o advento de seus cabelos. O que na minha opinião foi um tapa na cara de muitos outros artistas adultos. tipo nossa querida Kristen Stewart da série de filmes Crepúsculo.

          stranger-things-1.01_r  Entre os adolescentes, somos apresentados a um pseudo triângulo amoroso vividos por Nancy Wheeler, Jonathan Byers e Steve Harrington respectivamente vividos por Natalia Dyer, Charlie Heaton e Joe Keery que vivem situações bem característica da fase desta idade como o Bullyng e as descobertas sexuais, passando por redescobertas da vida e …  Claro… Enfrentar criaturas abissais.

            No grupo adulto destaque para o retorno avassalador da atriz Winona Ryder com a personagem Joyce Byers. Ela está simplesmente fantástica no papel de uma mãe divorciada da classe média baixa que tem que cuidar de seus dois filhos e enfrentar o desaparecimento do mais jovem. Sua personagem brinca o tempo todo entre a loucura e sanidade durante cada episódio.

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Outro que abrilhanta a série é o xerife Jim Hopper, vivido pelo ator David Harbour mais conhecido por seus papeis secundários em vários filmes. Você provavelmente vai olhar para ele e fazer aquele exercício mental do “Eu conheço ele de algum lugar!” No entanto sua chance de viver um protagonista foi muito satisfatória.

            Finalmente o vilão da saga ficou por conta do cientista  Dr. Martin Brenner vivido pelo grande ator  Matthew Modine, que traz em seu personagem uma mescla que lembra os grandes vilões clássicos banhado pelo suspense dado pela serie Arquivo X.

            StrangerThings_Review_MatthewModine_01E por falar em referência, temos tantas que fica complicado listar. Elas estão em cenas e easter eggs que com certeza farão o público mais jovem correr até as lojas ou sites em busca delas. Afinal oito episódios foi muito pouco e já deixou muitos órfãos de Strange Things .

            Como o Nerdossauros não curte spoilers vou fazer um breve resumos do plot. Mas já digo que o prazer mesmo terá em conhecer os episódios um a um. E que para aqueles que curtem a dublagem vão gostar muito, pois foi feita com maestria.maxresdefault

            Strange Things narra a história de uma cidade tipicamente americana e pacífica que se vê às voltas com uma série de crimes estranhos. No meio de tudo isso temos uma personagem misteriosa. Eleven (Onze), no melhor estilo Akira, mostra que não é, de forma alguma, uma menina comum.

          little-gold-men-stranger-things  Os problemas internos dos personagens também são um brinde à parte na formação da saga. Vão desde casamentos infelizes, passando por preconceitos velados, até traumas não resolvidos.

            Strange Things realmente acabou fazendo algo incrível. Reuniu na sala de minha casa gerações que se apaixonaram por algo de forma absolutamente igual.

            Minha nota não poderia ser menos que um dez e se você ainda não encontrou um motivo para pegar seu cartão de crédito e assinar a Netflix espero que minhas palavras aqui sejam o suficiente para fazê-lo mudar de ideia.

            Não vejo a hora da próxima temporada.

Caça Fantasmas 2016 – Crítica – SEM SPOILERS

Em 1984, Ivan Reitman apresentava os personagens que se tornariam icônicos nos anos que se seguiram. A ideia de fazer um filme de comédia com um orçamento absurdo, por conta de efeitos especiais, que na época eram exclusivos e mais elaborados que hoje, foi realmente um tiro no escuro. No entanto o roteiro dos atores  Dan Aykroyd e  Harold Ramis agradaram os produtores e o sucesso foi estrondoso. Lembro que foi um dos poucos filmes na minha infância (na época com 10 aninhos) que tive que ficar em uma fila enorme para garantir um ingresso para um outro dia.

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O conceito de ter pessoas caçando fantasmas não era nenhuma novidade, já que em 1975 a CBS apresentou a serie The Ghost Busters que durou apenas uma temporada, mas que ganhou em 1986 uma versão em desenho animado pela Filmation, (produtora de He-man e She-ra). Entretanto, a ideia só foi abraçada pelo grande público graças ao filme de 1984.

No filme os cientistas de sobrenomes estranhos Egon, Spengler, Raymond “Ray” Stantz e Peter Venkman, após provarem que fantasmas existem e que podem ser capturados, decidem criar um empresa para dar fim às tais criaturas do além túmulo. Não tinha como não comparar os uniformes com os de exterminadores de pragas.
O que já fazia você rir de cara.
O toque final ficava por conta do carro: uma ambulância Cadillac Miller-Meteor ano 1959, nomeado de Ecto-1.

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            Em 1989 fizeram uma continuação, que apesar dos belos efeitos especiais e a participação de toda a equipe de excelentes atores e produção, não conseguiu o mesmo sucesso. Depois disso, ficaram apenas nas tentativas de trazer um novo filme… Até agora.

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Os Caça Fantasmas de 2016 volta se segurando no plot do filme de 1984, entretanto, com uma pegada diferente. Aqui vemos todos os personagens principais mulheres. Erin Gilbert e Abby Yates protagonizadas por Kristen Wiig e  Melissa McCarthy são duas amigas que no passado escreveram um livro onde alegam a existência de “vida” pós morte. Entretanto, suas vidas seguiram rumos diferentes. Anos depois se reencontram por conta do mesmo livro, que agora se tornou um problema para Erin. Abby nunca havia desistido das ideias que escreveu com a amiga e agora unida a Super gênio  Jillian Holtzmann , vivida por Kate McKinnon, tentam provar suas teorias.

                No meio de tudo isso, assim como em 1984 com Ernie Hudson e seu personagem Winston Zeddmore, aparece uma outra personagem: Patty Tolan, aqui vivida por  Leslie Jones, que entra na equipe apenas dizendo que conhece Nova Iorque. Provando que não se precisa de muito para se empregar na Big Apple. Sim meus caros foi irônico aqui, mas não maxresdefaultpor conta só disso, mas sim por conta de outro exemplo, que o personagem do eterno Thor Chris Hemsworth  vive ao interpretar um completo idiota no filme. Uma espécie de “loiro burro”.

                Não há nada de novo e melhor que você não poderia encontrar simplesmente revendo o filme original. E é assim que vou mostrar o que achei do filme. Deixando bem claro que não foi pelo fato de serem mulheres protagonistas.
Não.
O filme é ruim por ter um roteiro raso, sem gatilhos que lhe faz querer continuar a ver o filme com carinho do começo ao final.

empire-ghostbusters-subs-coverFizeram chacota com o próprio conceito feminista entregando mulheres que emulam os erros dos homens em filmes batidos. Apresentando um homem objeto e personagens que você acompanhará até o fim do filme e não saberá o que são realmente. Se você fizer a experiência mental de trocar os gêneros destas personagens verá que o filme de 1984 é menos machista.9781101906002

Falas batidas e muitas vezes sem nexo algum e com piadas que se repetem durante o filme que vão de um sorriso mais ou menos de alguns, a um “de novo?” daqueles que estão vendo sentados por mais de duas horas na cadeira da sala de exibição.

Somando a isso temos falhas de continuidade que fariam inveja a clássicos de filmes B. Um prefeito sem pulso que é substituído por uma assessora o tempo todo. No mínimo um desperdício do talento de um ator como Andy Garcia.

Temos também um vilão que parece agradar nas primeiras falas e então se perde em um turbilhão de má construção de personagem que faz você pensar como um cara daqueles consegue ser um pária sendo que poderia ser algo melhor tranquilamente. É como ter um Lex Luthor vendendo pipoca, mas construindo a arma do juízo final em uma garagem.

THE REAL GHOSTBUSTERS, 1986-1991

Os Caça Fantasmas perdeu a oportunidade de trazer algo novo e incrível, mas não por conta da escolha de mulheres no lugar de personagens clássicos. Dan Aykroyd e  Harold Ramis com seus personagens passavam a ideia de serem realmente gênios, mas você não compra isso das personagens deste novo filme, que quando falam querendo mostrar seu conhecimento científico, sai de forma plástica e sem vida. Jillian, por exemplo, parece desequilibrada em várias de suas cenas. Muitas vezes você tem a impressão que alguém entrega todas aquelas armas e brinquedos tecnológicos, e não elas que fazem.

Fui para o cinema esperando ver algo que realmente elevasse o conceito da heroína nos cinemas, onde o apelo sexual não fosse a única arma delas, mas não consegui ver isso. Ainda não estão prontos para fazer um filme blockbuster com este mote de forma inteligente?CgWMmK0UYAAMouZ

O que se mostra é nada mais nada menos que um filme decepcionante que nem a presença por homenagem dos atores originais conseguiu salvar.

            Minha nota. Um 4,5 e aconselho  não gastar seu dinheiro para ver. A não ser claro, que queira fazer comparações,levar os filhos para ver um filme muito infantil e “bobinho”,  arriscar para ver se vale a pena ou debater sobre os erros de como NÃO fazer um filme de verdade tendo mulheres como protagonistas.

***

Termino dizendo – Quem iremos chamar?gb_logo_new_mb_wip-2

Mas Os Caça Fantasmas são agora almas de outro mundo que infelizmente não conseguiram sair de um túmulo lacrado em 1984 com seu filme original.

 ***

 

 


Nome: Caça Fantasmas (Ghosthbusters)
Direção: Paul Feig
Refilmagem de “Os Caça-Fantasmas” de 1984

Gênero: Ação, Comédia, Ficção-Científica
País: Estados Unidos
Ano: 2016
Duração: 116 minutos
Classificação: Livre.


Sinopse
Na Universidade de Columbia, um grupo de estudantes de física realiza experiências avançadas sobre as dimensões da existência. Mas quando os testes dão errado, um grupo de caça-fantasmas formado por Erin (Kristen Wiig), Abby (Melissa McCarthy), Jillian (Kate McKinnon) e Patty (Leslie Jones) precisa solucionar este caso.

Crítica – Procurando Dory – Sem Spoilers

Filmes da Pixar geralmente são conhecidos, pelos menos entre os mais jovens, como sinônimo de qualidade. O que não discordo, de forma alguma, no entanto, algumas franquias não deveriam ser retocadas nem continuadas pela casa.
Bem diferente de Toy Story (1995) e Monstros S.A(2001), que apresentam personagens que gritaram por continuações e mais informações de seus personagens, o mundo de “Procurando Nemo” já tinha dado ao público uma boa história e emoção necessária àquele contexto. Entretanto, o diretor Andrew Stanton viu que esta laranja ainda tinha caldo e investiu na história da Dory, a peixinha com perda de memória recente que encantou milhões de crianças pelo mundo em 2003.

Neste filme, nunca o verbo “Procurar” teve tanta importância que pode-se dizer que ele carrega o plot. Dory procura por seu passado, procura sua família, procura suas lembranças, procura uma identidade, procura um sentido de vida e em alguns momentos até procura o Nemo.
E nesta jornada tanto antigos personagens, como o professor Arraia e a Tartaruga “surfista”, voltam a dar o ar da graça, como temos a introdução de novos, que destaco aqui, o polvo Hank e a baleia Destiny.

A pegada de trabalhar seres com dificuldades individuais é mais acentuada neste filme, que além de Nemo, com sua nadadeira atrofiada e a própria Dory, que sofre de perda de memória recente, temos outros cujos problemas são superados de forma inteligente e poética; como é o caso de uma baleia Míope e o próprio Hank que perdeu um de seus tentáculos.

FINDING DORY

Entretanto, o estigma da continuação inferior não foge à regra  aqui. Procurando Dory tem seu charme, mas não há como não comparar com o primeiro filme, que apresenta uma carga emocional típica das animações da Pixar. Neste vemos que há uma tentativa disso quanto ao drama de Dory, mas que não cola, levando o filme mais para o lado da comédia, mesmo em momentos que não deveria ser esse o objetivo.

Contudo não deixa de ser um filme divertido e ter seus méritos. Principalmente quanto a valorização dos indivíduos com necessidades especiais e de como são importantes dentro de qualquer sociedade.procurando-dory-005

O filme tem nomes fortes na dublagem original, mas, assim como outras grandes animações com foco no público infantil, preferi ver a sessão dublada (até porque não há nenhuma legendada na minha cidade).
Nemo agora tem um novo dublador, mas somente ouvidos muito apurados perceberão diferença. Os demais são os mesmos do filme anterior. Devo dizer que não gostei muito do ator Antônio Tabet, conhecido por atuar no canal Porta dos Fundos, fazendo a voz do Hank. Achei forçado, e sei que outros mais competentes poderiam fazer com mais emoção este personagem que carrega uma carga emotiva muito forte. No pouco que vi  dos trailers em inglês, Ed O’Neill fez isso com maestria. Esta é a minha opinião, não quero começar um debate sobre atores de destaque em mídias dublando personagens em animações. Até porque conheço pessoas que adoraram Luciano Hulk dublando Enrolados de 2010 e sei que Tabet é muito competente como ator.

De resto gostei muito do que foi feito na dublagem, inclusive a participação de Marilia Gabriela como locutora de um dos lugares de referência para o filme.
Se vale o ingresso? Com certeza. Pois gera um debate bacana ao final. Principalmente se for um momento entre pais e filhos.
Então… Não posso dizer que o raio caiu duas vezes no mesmo lugar quanto a Procurando Dory, mas arrisco colocar que este mesmo raio passou raspando.
O filme é bom e dou uma nota 8.

PS: Não deixem de ver o curta metragem antes do filme. A história de Piper é magnifica.Piper


Nome: Procurando Dory (Finding Dory)
Direção: Andrew Stanton
Sequência do Filme “Procurando Nemo” de 2003

Gênero: Animação, Aventura, Comédia
País: Estados Unidos
Ano: 2016
Duração: 97 minutos
Elenco: Ellen DeGeneres, Albert Brooks, Eugene Levy

Classificação: Livre.


Dory, agora morando no mesmo recife que os peixes-palhaço Marlin e Nemo, vive uma vida tranquila mesmo com seus esquecimentos. Quando ela acompanha Nemo em um passeio escolar para ver a migração das mantas, sente falta de saber quem de fato é. Os três, então, seguem mar afora em busca de seus pais.

 

#InformeSoNerd Batman vs superman – versão estendida.

#SoNerd – 20 anos depois de Independence Day, o que esperar da continuação?